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Adepará reforçará fiscalização da saída do pescado durante a Semana Santa

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) vai reforçar a fiscalização da saída do pescado do Estado durante o período da Semana Santa. Para isso manterá três equipes permanentes nas regiões  Bragantina e do Lago de Tucuruí, onde se concentra a maior parte da produção pesqueira do Estado.

A medida visa atender ao decreto estadual que proíbe a saída do peixe fresco e resfriado para outros estados e vai vigorar entre os dias 27 de março e 14 de abril. O objetivo da proibição, definida em reunião realizada na última terça-feira (07), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), é garantir um pescado de qualidade e com bom preço para o consumidor paraense nesse período em que a demanda tem um aumento significativo. O encontro contou ainda com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Emater, Polícia Militar, Adepará, Secretaria Municipal de Economia (Secon) de Belém e do Dieese.

O diretor de Defesa e Inspeção Animal da Adepará, Jefferson Oliveira, explica que as ações de fiscalização visam controlar o trânsito do pescado fresco e resfriado que é, em sua maioria, vendido para outros estados do Brasil, principalmente do Nordeste. “Ano passado, chegamos a apreender mais de 20 toneladas de pescado tentando sair do Pará. É importante lembrar que o decreto proíbe terminantemente a saída, para que o mercado paraense possa ser abastecido no período, com bons produtos e preços”, reforça o diretor.  

Além do transporte no interior, a Secon também agirá, em Belém, com maior rigor na liberação das guias de transporte de pescado do entreposto do Ver-o-Peso para os municípios paraenses. Outras medidas adotadas serão a realização de feiras na Região Metropolitana de Belém em cinco pontos diferentes e o apoio às feiras de pescado organizadas pelas prefeituras paraenses. “Nossa intenção é assegurar o abastecimento de pescado de maneira a garantir que a população, especialmente a de baixa renda, tenha acesso ao produto com preços acessíveis, evitando os aumentos abusivos”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz.

O aumento da oferta é a estratégia adotada para segurar o preço do pescado que, de acordo com a pesquisa realizada pelo Dieese em fevereiro deste ano, já começa a subir, acompanhando o período da Quaresma.  Alguns peixes de maior consumo, como o Surubim, Gó, Piramutaba, Camurim e Pescada Branca apresentaram reajustes de preços superiores a 20%. A expectativa esse ano é intermediar a comercialização de 150 toneladas de pescado oriundas das indústrias de pesca paraense, além de oferecer ostras, caranguejo e peixe vivo de produtores e extrativistas locais. 

Com informações da Ascom Sedap
Foto: Cristino Martins/Agência Pará 

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