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Carajás: Vale regenera mais da metade dos lubrificantes

Mais da metade dos lubrificantes e óleos hidráulicos utilizados em equipamentos diversos do Complexo Minerador de Carajás, no Pará, está sendo reprocessado e reutilizado pela Vale. O processo de regeneração, que consiste em recuperar todas as características físicas e químicas perdidas ou modificadas durante o uso é feito em uma unidade de regeneração dentro das instalações industriais. Em 12 meses, mais de 1 milhão de litros de óleos usados serão regenerados – 55% do total anual consumido na mina de Carajás, o que representará uma economia de mais de R$ 2 milhões e a redução significativa no indicador de geração de resíduos oleosos do empreendimento. O restante do produto usado permanece sendo destinado para reciclagem fora da unidade.

De acordo com o gerente de Engenharia e Subconjuntos da área de Manutenção de Equipamentos, Ediney Drummond, o projeto de regeneração de óleos dentro daquela operação não só reduziu significativamente o descarte do produto usado, como também diminuiu a extração de recursos para produção de óleo novo. O projeto trouxe ainda redução de 40% nos custos de aquisição em comparação à compra de um mesmo volume de óleo lubrificante novo com as mesmas características.

Após o período predeterminado pelos fabricantes, os óleos lubrificantes sofrem alterações em suas estruturas, tornando-se inadequados à sua finalidade original e precisam ser trocados, devido à perda de componentes essenciais que garantem a eficiência de lubrificação.

Agora com a unidade de regeneração na própria Mina de Carajás, são removidos contaminantes e inseridos aditivos, que permitem que o óleo volte a ter as mesmas propriedades químicas e físicas e seja reutilizado como matéria-prima no mesmo processo. Na unidade, o óleo usado passa por diferentes etapas, que vão desde a segregação adequada, centrifugação e filtragem, clarificação, aditivação, correção de viscosidade, nova filtragem até o envasamento.  Durante o processo, o óleo passa ainda por três análises e o laudo técnico final.

As atividades de manuseio, transporte e transbordo do óleo usado coletados são efetuadas em condições adequadas de segurança e por pessoal devidamente treinado, atendendo à legislação pertinente.

Fonte: Marabá Noticias.

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