Casal diz que fez várias tentativas de se entregar às autoridades após pai assumir que matou o próprio filho

A criança, de apenas 05 anos de idade, teria sido morta por espancamento, onde de acordo com informações, um laudo médico atestou a causa morte.

O pai, o trabalhador braçal Oséias Carvalho Silva, alegou que após ter se irritado com o filho, por ele ter furado o pneu de uma moto, começou a bater nele com um chinelo, em seguida com uma corda, usando de força excessiva, o que teria causado hemorragia interna na criança.

O caso aconteceu na zona rural, no município de Pacajá, sudoeste do estado, distante a cerca de 60 quilômetros da cidade. Quando o pai se deu conta de que havia exagerado, já era tarde. Alega ele que ainda tentou prestar socorro para o filho, levando para receber atendimento médico, mas a criança não resistiu e morreu antes de chegar ao hospital.

A população da localidade, ao saber do fato se revoltou. Para não sofrer algum tipo de atentado contra a sua vida e de sua companheira, Lucieli Moraes da Silva, que era madrasta da criança, ambos resolveram fugir.

Inicialmente eles procuraram a policia da cidade de Araguatins, no estado do Tocantins, porém lá foram informados que por não ter sido expedido nenhum mandado de prisão contra ambos, não havia legalidade para prendê-los. De lá, eles retornaram para o estado do Pará.

Quando viajavam pela BR 155, num micro-ônibus, próximo ao distrito Rio Vermelho, numa abordagem feita pelos policiais militares do 118º PPD, Cabo Costa e Soldado Kennedy, identificaram e realizaram a detenção dos acusados. Para chegar a eles, a PM teria sido informada por telefone de que dentro do veiculo havia um casal com as mesmas características repassadas em um vídeo postado nas redes sociais.

Após terem sido apresentados na delegacia de Xinguara, o casal novamente não ficou preso, pois o delegado de plantão, Max Miller, que não quis dar entrevista, disse que não havia ordem judicial e não havia condição de flagrante, desconsiderando, portanto, haver legalidade, no entendimento dele, mesmo com a confissão de Oséias como autor do homicídio que ceifou a vida do próprio filho.

Mesmo sem ficarem presos, o casal permaneceu na cidade, hospedado em um hotel, retornando na manhã deste sábado, 06, quando permaneceram na delegacia, demonstrando assim a intensão de que finalmente fossem presos, o que só acabou acontecendo no final do dia, quando o delegado recebeu o mandado de prisão temporária, expedido pelo juiz da Comarca de Pacajá. De acordo com o delegado Max, policiais da cidade de Pacajá já estão a caminho para buscar Oseias e Lucieli.

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O crime aconteceu há dezenove dias. Enquanto isso, nas redes sociais através de um vídeo, uma mulher se identificou como sendo Gabriela Evangelista de Sousa, dizendo ser a mãe biológica da criança, no vídeo ela pedia Justiça. Gabriela acusa o pai e a madrasta de seu filho de terem praticados o homicídio.

Oséias admite ter errado e demonstra, profundo arrependimento por sua atitude.

Da Redação/Antonio Guimarães

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