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Cerca de 300 toneladas de embalagens vazias são recebidas em 2016

As ações, que tem como foco as boas práticas, preservação do meio ambiente, saúde humana e dos animais, têm o apoio da Adepará e mostram que os produtores paraenses têm feito o dever de casa.

O Brasil é líder na destinação de embalagens vazias de agrotóxicos. O Pará não é diferente: cerca de 300 toneladas de embalagens foram devolvidas em 2016, mostrando que os produtores paraenses têm feito o dever de casa. O número faz parte do balanço realizado pela Gerência de Controle do Comércio e Uso de Agrotóxicos (Geagro), da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará). O órgão é o responsável no Estado pelo trânsito, comércio e o uso correto e seguro de defensivos agrícolas nas propriedades rurais, com foco nas boas práticas, preservação do meio ambiente, saúde humana e dos animais.

A Central de Devolução de Produtos Agrotóxicos de Paragominas foi quem liderou as devoluções, segundo o balanço, com cerca de 190 toneladas de embalagens vazias devolvidas somente no local. Outras 53 foram devolvidas no Posto de Redenção 15 no Posto de Marabá, o mais novo do Estado, inaugurado em 2015. Atualmente, o Pará possui esses três locais (Paragominas, Marabá e Redenção) para onde também podem ser destinadas as embalagens vazias produzidas no Estado.

“A quantidade de embalagens devolvidas mostra que estamos avançando em um ponto fundamental para o fortalecimento do agronegócio no Estado, que é o fechamento da cadeia produtiva com segurança. Mostra ainda a participação e conscientização do produtor rural, que está preocupado sim com a saúde do homem e com o meio ambiente. O debate sobre o assunto é uma das prioridades da Adepará”, acredita o diretor geral da Adepará, Luciano Guedes.

Quem compactua da mesma opinião de Luciano é a gerente da Central de Paragominas, Marlia Dourado. Em quase nove anos de existência da central, que é referência no Brasil e foi a primeira criada no Pará, ela acredita que os responsáveis pela destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos já possuem essa consciência. “A obrigação está distribuída para o agricultor, o comerciante, o fabricante e o poder público. Estamos avançando”, diz Marlia Dourado.

Além da Central de Paragominas e dos postos de Marabá e Redenção, para onde as embalagens podem ser destinadas, ações de recebimento itinerante também são realizadas por todo o Estado por associações de revendas agropecuárias com o apoio da Adepará. Altamira foi um dos sete municípios paraenses que recebeu a ação em 2016. Lá, quase 10 mil embalagens foram devolvidas pelos agricultores locais.

A ação itinerante consiste no recebimento temporário de embalagens vazias em locais próximos às propriedades rurais como forma de promover a devolução destes resíduos pós-consumo. Mas é bom frisar que a devolução das embalagens vazias de produtos agrotóxicos é responsabilidade do produtor. “O comerciante tem a obrigação de dar condições para que essas embalagens sejam devolvidas”, explica o gerente.

Comércio – Atualmente, 269 canais de distribuição de agrotóxicos estão registrados na Adepará. São apenas nessas empresas que o produtor pode adquirir insumos vegetais para combater pragas em sua lavoura. É lá também que são recebidas todas as orientações para devolução da embalagem vazia, etapa importante para o fechamento da cadeia produtiva com segurança.

“A Adepará, por meio da Geagro, tem o dever de fiscalizar a devolução das embalagens vazias de produtos agrotóxicos, seja ela diretamente na central de devolução de produtos agrotóxicos, seja ao posto de devolução de embalagens vazias de produtos agrotóxicos ou em recebimentos itinerantes de embalagens vazias de agrotóxicos”, diz o gerente de Insumos Vegetais da Adepará, Leônidas Castro.

Ações – Em 2016, foram mais de mil atividades realizadas pela Adepará, sobretudo, fiscalizações do comércio e propriedades rurais.


O que a legislação diz?

A Lei n.º 9.974, de 6 de junho de 2000, disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e distribui responsabilidades para o agricultor, o comerciante, o fabricante e o poder público, ou seja, é uma responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos.

Porque dar um destino correto para as embalagens vazias?
O principal motivo para dar a destinação final correta para as embalagens vazias de agrotóxicos é diminuir o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. Além disso, outro fator importante está relacionado à economia proporcionada pela lavagem das embalagens. Como a maioria das embalagens é lavável, é fundamental a prática da lavagem para a devolução e destinação final correta.

Onde devolver as embalagens?
Atualmente, 269 canais de distribuição de agrotóxicos estão registrados na Adepará. São apenas nessas empresas que o produtor pode adquirir insumos vegetais para combater pragas em sua lavoura. É lá também que são recebidas todas as orientações para devolução da embalagem vazia.

UNIDADE CENTRAL – PARAGOMINAS
PA 256, km 3 (ao lado da Juparanã Agrícola), Zona Rural
Gerenciado pela Associação do Comércio Agropecuário do Pará (Acap)

UNIDADE POSTO – REDENÇÃO
Av. Araguaia, nº 3.484, quadra 4, setor Ademar Guimarães
Gerenciado pela Associação de Comerciantes, revendedores e distribuidores de Produtos Agrícolas e Agrotóxicos de Redenção (Acredipaar)

UNIDADE POSTO – MARABÁ
OTR Folha 32, quadra 19, lote 30, Nova Marabá
Gerenciado pela Associação do Comércio de Insumos Agropecuários de Marabá e Região (Aciamar)

As vantagens de usar de forma segura e correta os agrotóxicos:
– evita a contaminação de quem aplica o produto, já que é ele quem está em contato direto com o produto concentrado.
– evita a contaminação dos familiares do aplicador de agrotóxico no momento do armazenamento e limpeza dos EPIs.
– evita a contaminação do produto que vai ser levado diretamente para o consumo humano ou animal, obedecendo ao período de carência do produto.
– evita a contaminação do meio ambiente, e de animais quando é feita a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos.
– disponibiliza a população um alimento dentro dos critérios recomendados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As principais boas práticas são:
– comprar em estabelecimento registrado na Adepará.
– comprar produto indicado para cultura alvo e com suas concentrações corretas de acordo com o Receituário Agronômico emitido por engenheiro agrônomo, florestal ou técnico agrícola.
– usar Equipamentos de Proteção Individual para formulação da cauda e aplicação do produto
– fazer uso do EPI
– ler bula e rótulo
– obedecer ao período de carência do produto.
– armazenar em local seguro.
– devolver as embalagens vazias, tríplice lavadas, com tampa e inutilizadas nos locais indicados na Nota Fiscal.

ASCOM/ADEPARÁ

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