Copa do Mundo 2014

Copa supera reajuste no preço da carne

Paixão – Torcedor esquece aumento e capricha no churrasco, em dia de jogo do Brasil

52790A venda de carne bovina aumentou com a Copa do Mundo, apesar do aumento de 9% apontado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Estado do Pará (Dieese-PA). Isso porque as reuniões de família e amigos para assistir aos jogos, além da dispensa antecipada do trabalho, apenas aumentam as condições favoráveis para um churrasco. Aproveitando esse mercado, açougues começam a explorar a demanda e abusam da criatividade para conquistar o consumidor, oferecendo promoções que podem ser tentadoras. Comerciantes garantem: tem dado certo e vai melhorar se a Seleção Brasileira avançar no mundial.

Churrasco é o foco do Prime Açougue, que nesta época de Copa criou um serviço completo em apoio à comilança de quem se reúne para assistir aos jogos da seleção: kits de espetos prontos para assar, churrasco já pronto sob demanda, sem custo, e até serviço gratuito de entrega. “Tem dado muito certo e o movimento melhorou pelo menos 50%. Nos nossos melhores dias de venda, sexta e sábado, chegamos a vender de 800 quilos a uma tonelada do nosso mix total de produtos. Com a Copa, os kits e os serviços, o que mais sai, passamos de 1,2 tonelada. Com R$ 80 se faz uma churrascada para dez pessoas. No avulso, a picanha maturada ainda é o carro-chefe”, comentou o sócio do estabelecimento, Giovani Silva.

No açougue Carne e Sabor, na Batista Campos, a estratégia foi fazer sorteios e promoções para atrair os clientes, apesar de o movimento já ter aumentado naturalmente. Por lá, o aumento da carne apontado pelo Dieese-PA também não afetou em nada a vontade de carne do torcedor. “Sorteamos aqui o kit churrasco. Vem com cinco quilos de carne, carvão, pimenta, farofa e a cerveja. Ainda tem mais dois sorteios. Dá para ver que o pessoal está fazendo churrasco mesmo, pois as carnes de churrasco, como picanha, maninha e alcatra são as que saem mais. O movimento melhorou e se o Brasil for avançando, aí que o negócio vai pegar fogo mesmo, literalmente. Acho que está assim em todo lugar”, analisou o fiscal Celso Coelho.

Quem gosta dessas promoções e concorrência é o consumidor, que aproveita para fazer a festa. Na manhã de ontem, Afonso Trindade, de 35 anos, saiu mais cedo do trabalho e correu até o açougue mais próximo. “Mas ora se não é ocasião de um ‘churras’. Dia de jogo, sair mais cedo do trabalho, família esperando e cerveja gelada… Vou de carne, porque os camarões serão do Neymar”, brincou, tentando profetizar a vitória da Seleção.

“Achei os preços mais caros, mas foi por causa dos últimos aumentos. Só que não dá para ficar sem carne muito tempo e dia de jogo a família quer. Tem de levar. Pelo menos tem promoção nos dias de jogo e já ajuda”,  opinou o autônomo Pedro Fonseca. (Fonte: ORM).

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