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Desvio sobre o rio Arataú cede com as fortes chuvas na Transamazônica

Desvio havia sido construído após segunda queda de ponte em Pacajá.
Morador improvisou uma balsa para fazer a travessia de veículos pequenos

Ponte sobre o rio Arataú, que liga municípios do oeste do Pará, desabou em 2014 e em 2015. (Foto: Ascom/ PRF)
Ponte sobre o rio Arataú, que liga municípios do oeste do Pará, desabou em 2014 e em 2015.
(Foto: Ascom/ PRF)

O desvio construído sobre o rio Arataú após a queda da ponte em Pacajá, na rodovia BR-230, a Transamazônica, cedeu no último final de semana depois das fortes chuvas, comuns no inverno amazônico da região. A estrutura de concreto já havia rompido há 13 meses. Segundo moradores, com o acesso impossibilitado, cerca de 1.500 caminhões e carretas formam filas dos lados do rio aguardando uma solução para seguir caminho.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão responsável pelas rodovias federais, informou que está construindo uma ponte de madeira no local desde o acidente, que deve estar pronta em algumas semanas e que prepara a licitação de uma nova ponte, de alvenaria, a ser construída no local. O Dnit disse ainda que tem elevado o aterro que permitia a passagem de veículos, dentro do que as normas de engenharia possibilitam, entretanto, pode ocorrer de o nível do rio subir acima do aterro construído.

Um morador da região improvisou uma balsa de tambor, puxada por uma corda, para fazer a travessia de mercadorias, carros pequenos e caminhonetes. Para a travessia de carros pequenos é cobrada a taxa de R$ 100 e para caminhonetes R$ 150.

Nilson precisou pagar R$ 150 para atravessar o rio Arataú. (Foto: Nilson Galvão/ Arquivo Pessoal)
Nilson precisou pagar R$ 150 para atravessar o rio Arataú. (Foto: Nilson Galvão/ Arquivo Pessoal)

“A ponte caiu no mesmo período do ano passado e é a região onde está sendo construída a usina de Belo Monte, uma das maiores do mundo! Um descaso”, afirma o analista de sistemas Nilson Galvão, que atualmente mora em Natal, mas visitou a família que vive em Pacajá na última semana.

Segundo Nilson, a família dele também decidiu morar no Nordeste após tantos problemas enfrentados no Pará. “Depois de 42 anos eles estão vindo morar em Natal, cansaram de ser esquecidos pelo governo. Minha mãe, que tinha um comércio, e meu irmão chegam amanhã, meu pai vem de caminhão e ainda não tem previsão de chegar”, conta.

Ponte desabou pela segunda vez
No dia 15 de dezembro, a ponte sobre o Rio Arataú, desabou após um caminhão madeireiro ter tentado passar pelo local. O motorista do veículo, João dos Santos Gouvêa, chegou a ser levado para o hospital do município de Novo Repartimento, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A estrutura de concreto já havia rompido em agosto de 2014. Desta vez, a ponte quebrou próximo de Pacajá, km 387, no sentido Novo Repartimento, oeste do Pará. O trânsito entre os municípios de Marabá e Altamira está prejudicado. (Fonte: G1/Pará)

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