Política

DONA DILMA E A IMPRENSA

A pré-candidata à presidência americana, Hillary Clinton, escreveu em o “El Pais” importante artigo sobre a América Latina. Que os americanos atuais não conhecem a nova América Latina, principalmente, o novo Brasil. Dizendo dos demagogos tipos Hugo Chaves e outros, dedicou bastante espaço à Dilma Rusself, destacando a maneira calma e tranquila como ela dirige o país, democrata, sem ser demagoga. De um lado, embora não tenha o carisma e o cacoete populista de Lula, sem grandes discursos, aparição demasiada na mídia. Tem ainda se sobressaído como Presidente do Brasil, quando não usa a força policial para debelar os protestos e com ela se sai bem ao lidar, ultimamente, com uma torrente de denúncias, inclusive, de aliados.

O reconhecimento de Dilma como uma das mulheres mais influentes do mundo, recai na condição de sua postura pessoal a frente do governo do Brasil. Pessoalmente, não se noticiou nenhuma postura inadequada da Presidente, nenhum escândalo. Sempre bem vestida sobriamente, sem exagero, mostra que a moral e a boa postura deve estar presente em todo governante. E provou uma coisa muito interessante. Para quem ocupa a chefia do executivo, não há necessidade de Primeiro Damo, Dama, coisa nenhuma. Na verdade, essas pessoas, em muitos casos, mais atrapalham o governante, que colaboram. Essas alcunhas nem deveria existir e necessariamente, não está na lei, que toda mulher de prefeito é obrigada a ser a Secretária de Assistência Social.

Os jornais americanos Washington Post e O N. Y. Times, em edições recentes, contrariando toda a enxurrada de notícias ruins sobre o Brasil – Não aceitam que o país sul americano tenha saindo do seu tradicional raio de influencia – afirmam peremptórios que o mundo vai quebrar a cara com a realização da Copa do Mundo no Brasil, positivamente – “Tudo que tinham de falar, negativamente, sobre o Brasil, já falaram. E agora, qualquer coisa de positivo, vai se destacar no cenário internacional”. E para isso, tem o seu povo, uma miscigenação  racial, o samba, o carnaval e o futebol…

Essa é a grande diferença da imprensa nacional, sobretudo, dos três grandes jornalões e a imprensa do mundo. E com o desenvolvimento de aplicativos de tradução online; alguns até, como o El Pais, descobrindo o grande filão brasileiro de leitores, diante de uma mídia nacional conservadora, direitista, estão aproveitando o nosso mercado editorial. Assim, pessoas inteligentes, ao invés de acessar online o Globo, o Estadão, a Folha de São Paulo…, preferem acessar o El Pais, em edição portuguesa, o The Guardiam, de Londres; o Le Monte, da França… Estão presentes na vida brasileira cobrindo tudo de maneira imparcial, apartidária, isenta, encabuladíssimos com a nossa rica tradição, folclore e a nossa variedade cultural.

Isso também vale para o nosso Sul do Pará. Cada vez mais, esses jornais regionais que são custeados pelas prefeituras, o dinheiro do poder público, está caindo de moda. Sabendo serem matérias pagas, distribuídas gratuitamente ao leitor, quando chegam às nossas mãos, pouca atenção se dá a eles. Nem aos blogs de pessoas atrelados ao Poder. Os movimentos de massa sequer nem estão mais aceitando a cobertura deles, porque sabem, que, o que se publicará nesses blogs veículos, na maioria das vezes, são matérias tendenciosas, desvirtuadas, para atender aos interesses dos prefeitos que as pagam.

Por outro lado, abre caminho para uma imprensa regional livre, imparcial, que de fato vai ao encontro da realidade. E isso é muito salutar para a cidadania, para não dizer, bonito. (Fonte: Diário Alternativo).

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