Greve

Educadores continuam em greve de fome em Xinguara

Por Roserval Ramos e Antônio Guimarães

Cleoneide recebendo os primeiros socorros
Cleoneide recebendo os primeiros socorros

Dos oito trabalhadores em educação que anunciaram greve de fome em Xinguara, sete continuam sem comer, a professora Marly por estar amamentando passou mal no segundo dia da greve e foi orientada a desistir para não comprometer suas condições físicas e, consequentemente, o bem estar da criança.

A greve de fome já dura mais de 89

Momento em que a educadora chegava na UPA
Momento em que a educadora chegava na UPA

horas. Mesmo recebendo atendimentos médicos, alguns dos grevistas tiveram que ser atendidos pelo Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência – SAMU, sendo o último atendimento, no final da tarde dessa quinta-feira, 05, quando o chamado, dessa vez, foi para atender a professora Cleoneide Paes Landim. A educadora com falta de ar, após receber os primeiro socorros teve que ser encaminhada para a UPA – Unidade de Pronto Atendimento. Lá, após receber atendimento médico, Cleoneide voltou para o movimento e continua sem comer.

Entenda o caso

1908342_652828224793608_7317515405382669361_nHá 54 dias, parte dos trabalhadores em educação do município de Xinguara deliberou pela greve com uma pauta contendo varias reivindicações, dentre elas, os educadores pediam um reajuste salarial de 10,4%, tendo o Governo Municipal apresentado duas contrapropostas onde uma era de 3,03 e a outra chegando a apenas 4% como revisão salarial, não sendo o bastante para que a greve chegasse ao fim.

Durante o movimento as coisas foram só piorando entre o SINTEPP e Prefeitura, mesmo existindo duas liminares assegurando a greve como legal, o Governo Municipal não chegou a um acordo com os grevistas. Nessas condições, uma “RECOMENDAÇÃO” expedida pela Promotoria de Justiça, levou o prefeito Osvaldinho Assunção a tomar algumas medidas contra os grevistas, onde algumas delas foram: identificar os trabalhadores em greve para que fossem cortados os pontos, cortar os salários e contratar substitutos para dar aulas.

10402378_652828251460272_6411482004900662649_nCom todos os acontecimentos, o caso foi parar no TJEPA – Tribunal de Justiça do Estado do Pará, de onde se espera que a situação desgastante para o município se resolva. Mobilização, Uma grande movimentação para que o problema seja solucionado tem sido a busca junto as autoridades estaduais e nacionais para que se sensibilize com a situação. Os resultados já começam a aparecer, pois, os grevistas estão recebendo apoio de entidades que estão empenhadas em resolver o problema.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria na Câmara dos Deputados, Assis do Couto, encaminhou oficio para o Prefeito Osvaldinho Assunção e para o presidente da Câmara de Vereadores, Dorismar Altino Medeiros, solicitando informações sobre as negociações já realizadas com os representantes dos servidores em greve. Assis do Couto pede também que seja feito todos os esforços para que se chegue a um entendimento. O oficio traz ainda o seguinte texto: Na expectativa da sensibilidade de Vossa Excelência para essa questão de grande importância para a educação, apelamos para que sejam enviados os esforços necessários à solução do impasse e que nos sejam enviadas as medidas tomadas.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo