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Especialistas dão dicas de prevenção e tratamento da conjuntivite

Calor e a umidade do verão criam ambientes propícios para o aparecimento e a propagação da doença que pode ser transmitida por contato direto ou pelo ar.

No verão é comum o aumento de casos de pessoas com sintomas de conjuntivite, inflamação da conjuntiva ocular causada por vírus e bactérias. O calor e a umidade criam ambientes propícios para o aparecimento e a propagação da doença que pode ser transmitida por contato direto (aperto de mão), indireto (contato com objetos contaminados) ou pelo ar. O oftalmologista Fernando Dias, médico auditor do Instituto de Assistência aos Servidos do Pará (Iasep), alerta para os sintomas e métodos de prevenção da doença.

Para se prevenir, é fundamental higienizar as mãos de forma correta e evitar o contato com pessoas infectadas. Segundo o profissional, a conjuntivite dura cerca de uma semana e se caracteriza por vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, coceira, secreção e ardência. O especialista alerta sobre a necessidade de atendimento médico nesses casos e adverte sobre os perigos da automedicação. “Ao sentir os primeiros sintomas, a pessoa deve procurar o oftalmologista para medicação correta e não deve se automedicar, porque pode atrapalhar o processo de tratamento e até piorar o estado de saúde do paciente”, reforçou.

Existem diversos tipos de conjuntivite. Os mais comuns são o alérgico, o bacteriano e o viral. Especialista em atendimento clínico, a médica Claudia Hanna Diniz, explica que no tipo bacteriano, a secreção purulenta e o inchaço são intensos. Também há vermelhidão, o lacrimejamento não é frequente e tem a duração em média de uma semana. O tipo viral, a médica diz que há sensação de areia nos olhos e um forte lacrimejamento. Na conjuntivite alérgica, Hanna alerta sobre os sintomas de coceira intensa e muito inchaço. Assim como nos outros tipos, há também vermelhidão, mas o lacrimejamento não é tão frequente.

Fernando Dias explica que a conjuntivite alérgica não é contagiosa, ao contrário do tipo bacteriano e o viral que são os de fácil contágio e por isso é essencial o cuidado e higienização para não se infectar com a doença. Objetos de uso diário, como telefone, celular, toalhas, mouses, controle remoto, maçanetas, se não forem higienizados de forma correta, podem aumentar a contaminação da doença.

Tratamento

Para não se contaminar novamente ou contaminar outras pessoas, o paciente deve tomar algumas precauções em relação a higiene pessoal durante o tratamento da conjuntivite. Para isso, é fundamental lavar as mãos com frequência, com o uso do álcool em gel e sabão neutro, usar lenços descartáveis, toalhas e roupas de camas individuais. Outras dicas de prevenção à conjuntivite são: evitar banhos em águas sujas e lugares com aglomeração de pessoas, locais como esses podem ser agentes de contaminação da conjuntivite. O uso de cremes faciais, lente de contato e maquiagem deve ser suspendido.

Para aliviar os sintomas da conjuntivite, o oftalmologista recomenda o uso de compressas com água filtrada gelada, sempre usando gases, algodão ou lenços descartáveis, para não se recontaminar. O auditor médico do Iasep também alerta sobre o perigo das receitas caseiras contra conjuntivite e adverte que o leite materno, a água boricada e o soro possuem substâncias que podem irritar ainda mais o olho e piorar a situação do paciente. O uso de medicamentos como lubrificantes, anti-inflamatório, antibióticos e outros remédios devem ser usados somente sob prescrição médica, após o diagnóstico correto da doença.

Serviço

Consultas médicas pelo Iasep devem ser agendadas diretamente na rede credenciada, conforme os serviços no Guia Médico do Instituto, disponível no site.

G1/PA

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