Greve

GREVE: Professores retornam a sala de aula em Xinguara após prefeitura atender reivindicações

Por Roserval Ramos e Antônio Guimarães

Assembleia que decidiu pela suspensão da greve
Assembleia que decidiu pela suspensão da greve

A greve dos trabalhadores em educação de Xinguara que já durava 60 dias, foi suspensa na tarde da última sexta-feira (13). Após uma reunião entre representantes dos grevistas e representantes do Governo Municipal na manhã de sexta-feira, onde uma pauta de reivindicações foi discutida, o SINTEP realizou uma Assembleia com trabalhadores em educação no auditório do Sindicato, para discutir todos os pontos da pauta, uma vez que alguns dos pontos não tiveram avanço junto ao Governo.

Na intensa pauta de reivindicação apresentada, não houve consenso por parte do Governo em alguns, dos quais, por esse motivo, os professores voltam para a sala de aula na próxima segunda-feira dia 16, contudo, em estado de greve, até que toda negociação seja concluída. Segundo os dirigentes do Sindicato, aquilo que não houve acordo entre as duas partes, será resolvido na Justiça.

Dos pontos que ficaram acordados entre prefeitura e grevistas, dos quais foram aprovados em assembleia, foram asseguradas as seguintes garantias:

  • Que não haverá redução de carga horaria aos manifestantes grevistas;
  • Apoio para reposição de aulas;
  • Não haverá calendário favorecendo os profissionais que não aderiam à greve;
  • Será elaborada uma Portaria de Lotação para 2015, assegurando o cumprimento da Lei 820/2012;
  • Que não haverá cortes de pontos a nem um trabalhador em período probatório ou em período de aposentadoria;
  • Compromisso de enquadramento do pessoal de apoio administrativo escolar;
  • Assegurar bolsa de estudo aos profissionais da educação municipal, através do PRÓFUNCIONARIO;
  • Pagamento de adicional de insalubridade aos auxiliares de serviços gerais e merendeiras lotados na SEMED;
  • Elaboração de uma planilha com escalonamento para reposição das perdas salariais;

Na parte da pauta que não houve acordo ficaram os seguintes postos:

  • Reajuste salarial de 10,4% para todos os trabalhadores da educação pública;
  • Revisão salarial conforme indicativo do DIEESE de no mínimo 5,91% ao pessoal de apoio educacional (guardas escolares, merendeiras escolares e auxiliares de serviços gerais);
  • Incorporação do abono de 6,8%, aos auxiliares de secretaria escolar;
  • Quanto ao reajuste salarial de 10,4%, reivindicado pela categoria, a SEMED se propôs em manter os 4%, já aprovado, se comprometendo em realizar um estudo de viabilidade, incluindo ai, o estudo da Folha de Pagamento para em seguida retomar as negociações.

Um dos pontos que criaram os maiores transtornos, impossibilitando a relação de diálogo entre grevistas e prefeitura, gerada pela recomendação do Ministério público, foi resolvida a partir de uma contraproposta da Comissão de negociação do movimento grevista, onde o salário dos servidores que havia sido suspenso, ficou acertado que a Semed fará o pagamento integral baseado na determinação da justiça quanto a legalidade da greve.

O pagamento, no entanto, será feito de maneira integral ao salário do mês de junho acrescido de 50% do salário do mês maio e em duas parcelas restante referente ao salário do mês de maio, sendo 25% pago em julho e 25% no mês de agosto.

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