Educação

Impasse da educação continua entre Sintepp e Gestão municipal em Xinguara

Manifestações estão programadas para esta sexta em protesto pelo reajuste de 33,24 que a PMX se nega em conceder

Na tarde da última quarta-feira, 20, o Sintepp Subsede Xinguara, realizou uma Assembleia Geral Extraordinária na sede do Sindicato, tendo como pauta principal a apresentação da proposta apresentada pela Gestão municipal sobre o reajuste salarial do Magistério para o ano de 2022, de apenas 10,16%.

No documento, em que a prefeitura reafirmou as pretensões de conceder reajuste de 10,16% aos professores do Magistério, foi apresentado à plenária e, durante a apresentação, a coordenadora da Subsede, Maria Reis, voltou a falar sobre o estudo realizado por um Economista especialista em Gestão de Cidades, contratado pelo Sintepp, que aponta números que comprovam compatibilidade ao reajuste concedido pelo Governo Federal, que é de 33,24%.

Após a apresentação da proposta do Prefeito Moacir Pires de Faria, ao final, a categoria recusou os 10,16% oferecido pela gestão da Secretaria de Educação e Cultura de Xinguara – SEMEC.

Em forma de contestação, a categoria decidiu pela aprovação de atos público que devem começar nesta sexta-feira, 22. O ato inicial terá saída da sede administrativa do Sintepp, às 09h00 da manhã, pelas ruas da cidade, com encerramento no semáforo da Av. Xingu com a Av. Francisco Caldeira Castelo Branco, com uma panfletagem.

Dentre os atos estão também manifesto nas redes sociais, Carro de Som nos setores durante o dia e reunião com a comunidade para apresentar o estudo técnico contratado pela entidade. Além disso, está no cronograma a realização de uma Audiência Pública e cobrança do Legislativo para um posicionamento que vise ao cumprimento legal na esfera municipal, conforme o direcionamento do reajuste concedido pelo governo federal.

Ficou decidido ainda que será encaminhado um oficio para o conselho do FUNDEB de Xinguara, solicitando estudos detalhados das receitas e despesas do ano de 2021 a março de 2022. Segundo a coordenação do Sintepp, esse estudo vai servir para esclarecer vários pontos, como, por exemplo, o acréscimo de 364 funcionários na folha do FUNDEB, segundo informações extraídas do Portal de Transparência do Município.

Plenária em debate

A coordenação destacou ainda que, “nesse primeiro momento, os atos de manifestações dos professores serão fora do horário de trabalho, em respeito aos alunos e seus familiares e por entender que um direito não sobrepõe ao outro”, afirmou.

Os alunos da rede pública não podem sofrerem como sofreram em 2014.

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