Jader é à exceção do Pará pelo fim do voto secreto

Mário Couto e Flexa Ribeiro defendem a transparência no Legislativo

083116_jader-dentroUma das principais reivindicações dos protestos populares do último mês de junho, o voto aberto para todas as votações do Congresso Nacional, começa a ser discutida essa semana no Senado Federal, com reais chances de ser aprovada. A maioria dos senadores já se posicionou favorável à medida, que trará transparência às decisões da Casa. Pelo menos 54 dos 81 senadores se dizem integralmente favoráveis à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece o fim do voto secreto para votações no Congresso tal qual foi aprovada na última semana na Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição, são necessários os votos de pelo menos 49 senadores para a aprovação de uma PEC.

Se depender dos votos paraenses, a maioria já se comprometeu com a causa. A única exceção é o senador Jader Barbalho (PMDB), que sempre se posicionou contrário a revelar o seu voto à população, inclusive utilizando o jornal de sua propriedade para defender a sua postura. No entanto, questionado na última semana se irá votar contra a proposta aprovada por unanimidade na Câmara, depois do episódio que livrou da cassação o deputado Natan Donadon (sem partido-RO), condenado a 13 anos de prisão em 2010 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que atualmente cumpre pena em um presídio de Brasília, o peemedebista se esquivou. “Não vou falar sobre isso. Ainda é um assunto da Câmara. Quando estiver aqui no Senado, eu vou discutir”, disse ao portal G1.

Entre os favoráveis, Mário Couto (PSDB) destacou a importância da aprovação dessa proposta para a moralização da classe política. Segundo ele, o parlamentar tem obrigação de mostrar o seu voto e questiona os interesses dos que ainda defendem manter escusas as suas posições.

 

“A moralização do Congresso dependia não apenas do projeto Ficha Limpa, mas também da aprovação das propostas que põem fim às votações secretas no parlamento. Quem induziu à palhaçada feita na Câmara na semana passada (no caso Donadon), foi o voto secreto. Eu tenho a obrigação de mostrar o meu voto. Ou não tenho? Eu tenho, eu quero. Isso é uma questão pessoal, ninguém pode burlar isso de mim. Eu quero dizer à sociedade brasileira como eu voto aqui no Senado. Eles querem saber como eu voto. E por que não deixam? Para exatamente acontecer a palhaçada, que eu digo que vai além de palhaçada: a desmoralização”, defende.

 

Flexa Ribeiro (PSDB) também ressaltou a importância dos votos às claras, mas lembrou de que o caminho tomado pela Câmara não foi o mais viável para a rápida aprovação. “Votarei a favor. Mas é importante destacar que a proposta não é a que teria o caminho mais curto para começar a valer. A opção correta seria pela PEC 198/2002, de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e que inclusive já foi aprovada aqui no Senado, bastaria a votação na Câmara e ela seria promulgada. No entanto, em linhas gerais, a PEC 349/01 atende o anseio da sociedade e da nossa defesa de que o Legislativo precisa de total transparência nas votações”, disse.

Fonte: O Liberal
Foto: Shirley Penaforte (Arquivo/ Amazônia)

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