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Na CBOT, milho tem dia de realização de lucros e fecha 5ª em campo negativo

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta quinta-feira (2) do lado negativo da tabela. No final do dia, as cotações reduziram as perdas e finalizaram o pregão com quedas entre 2,50 e 3,00 pontos. O contrato março/17 era cotado a US$ 3,72 por bushel, enquanto o maio/17 era negociado a US$ 3,79 por bushel.

As agências internacionais reportaram que os fundos de investimentos realizaram lucros nesta quinta-feira diante das recentes altas registradas nos preços da commodity. Nos dois pregões anteriores, as cotações do cereal exibiram altas expressivas, por sua vez, estimuladas pela perspectiva de uma mudança na política do uso de biocombustíveis nos EUA. Cenário que poderia elevar a demanda por etanol.

“O mercado não tem novas notícias à medida que a história dos biocombustíveis desaparece da memória com qualquer impacto sobre a demanda não previsto no mercado por pelo menos um ano”, disse Kim Rugel, da Benson Quinn Commodities, em entrevista ao Agrimoney.com.

Por outro lado, outro fator que também contribuiu para a formação desse cenário foi o relatório de vendas para exportação, divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Na semana encerrada no dia 23 de fevereiro, as vendas somaram 713 mil toneladas de milho.

O número ficou abaixo das projeções dos participantes do mercado, entre 850 mil toneladas e 1,250 milhão de toneladas. Da temporada atual, foram negociadas 692,4 mil toneladas, com isso, o acumulado no ano comercial chega a 43.408,3 milhões de toneladas, frente as 27.650 milhões de toneladas do ano anterior. O USDA ainda informou a venda de 20,6 mil toneladas do grão da safra nova para o Japão.

Fundamentalmente, a questão da safra americana permanece no radar dos participantes do mercado. Especialmente em relação às primeiras projeções indicando uma redução na área destinada ao milho, que deverá ser ocupada pela cultura da soja.

“Os preços do milho e da soja estão sob pressão das ideias das grandes safras da América do Sul, que estão ficando cada vez maiores”, ressaltou o Agrimoney.com.

Mercado brasileiro

Enquanto isso, no mercado brasileiro o dia foi de ligeiras movimentações aos preços do cereal. Segundo levantamento realizado pelo  economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o valor caiu 10% em Sorriso (MT), com a saca do cereal negociada a R$ 18,00. Na região de Panambi (RS), o dia também foi negativo, com desvalorização de 2,20% e a saca a R$ 24,00.

Já em Não-me-toque (RS), o recuo ficou em 2,04%, com a saca a R$ 24,00. Na região de Pato Branco (PR), a perda foi de 1,97%, com a saca a R$ 24,90. Em Cascavel, ainda no estado paranaense, a perda ficou em 1,96%, com a saca a R$ 25,00. Em Santa Catarina, na localidade de Palma Sola, a saca encerrou o dia a R$ 25,50 e queda de 1,92%. Nas demais praças pesquisadas o dia foi de estabilidade.

“No spot, a liquidez segue baixa, com compradores aguardando a entrada mais intensa da safra de verão e preços menores. No mercado paulista, conforme pesquisadores do Cepea, ainda há dificuldade na aquisição de milho, devido à baixa disponibilidade do produto e à dificuldade logística, já que houve aumento do frete e menor oferta de caminhão”, reportou o Cepea nesta quinta-feira.

Em nota, o centro ainda informou que o clima mais firme nos últimos dias contribuiu para a colheita do cereal na safra de verão. Do mesmo modo, as condições climáticas favoráveis permitiram o avanço do plantio da 2ª safra nos principais estados produtores. “Mantendo a expectativa de oferta elevada no segundo semestre”, destacou.

Para essa temporada, as projeções oficiais apontam para uma safrinha de mais de 58,59 milhões de toneladas. E algumas consultorias já estimam a produção total, primeira e segunda safra, em mais de 90 milhões de toneladas nesta safra.

No mercado futuro brasileiro, sessão desta quinta-feira foi de leve alta aos preços do cereal. As principais posições da commodity acumularam valorizações entre 0,63% e 1,32%. O março/17 era cotado a R$ 35,27 a saca e o maio/17 a R$ 31,80 a saca.

Apesar da queda de Chicago, as cotações ainda foram sustentadas pela valorização observada no câmbio. A moeda norte-americana subiu 1,88% no pregão e finalizou o dia a R$ 3,1513 na venda, maior nível desde 27 de janeiro, quando o dólar encerrou a R$ 3,1520, conforme divulgou a agência Reuters.

Ainda de acordo com dados da agência, o dólar foi influenciado pela alta registrada na moeda no mercado internacional e pela perspectiva de aumento na taxa de juros nos Estados Unidos, pelo Federal Reserve – banco central americano -, o que poderia ocorrer em breve.

Confira como fecharam os preços nesta quinta-feira:

>> MILHO

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Por: Fernanda Custódio

Fonte: Notícias Agrícolas

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