No Dia Mundial do Câncer, Sespa enfatiza necessidade da prevenção precoce

Patrícia Martins coordenadora de atenção oncológica da Sespa

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado sempre no dia 4 de fevereiro, traz à tona as ações públicas disponíveis para que as pessoas entendam mais sobre o problema e se comprometam com atitudes que podem evitar a doença. No Pará, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) executa o Plano e a Rede de Atenção Oncológica, com o objetivo de estimular medidas preventivas, aperfeiçoar indicadores de prevenção e diagnóstico por câncer, além de garantir a qualidade da assistência oncológica.

Também faz parte das ações do plano a capacitação de profissionais para o monitoramento dos sistemas de informação, visando à redução da morbimortalidade pela doença, o aumento da sobrevida e a melhora a qualidade de vida dos portadores.

A coordenadora de atenção oncológica da Sespa, Patrícia Martins, lembra a população que um terço dos cânceres mais prevalentes no Pará pode ser evitado pela adoção de hábitos saudáveis, já que a doença está relacionada ao sedentarismo, peso excessivo e alto consumo de alimentos industrializados, processados e ultraprocessados. Esse engajamento pode envolver mais pessoas, instituições, empresas e comunidades para que sejam potenciais vetores de transformação e redução do impacto do câncer.

No Pará, os serviços para a pessoa se prevenir do câncer obedecem a um fluxo de atendimento, que inicia na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Na UBS, um médico clínico generalista, por exemplo, diante de um diagnóstico suspeito, pode encaminhar o paciente ao centro de referência adequado para a definição de quadro clínico mediante realização de exames e biópsias.

Caso o diagnóstico indique tratamento oncológico, o paciente pode ser encaminhado para um dos cinco hospitais públicos de alta complexidade e referência em câncer disponíveis no Pará, como o Ophir Loyola, o Oncológico Infantil Octávio Lobo e Hospital Universitário Barros Barreto, em Belém; o Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, e o Hospital Regional de Tucuruí.

Ocorrências – No Pará, as mulheres devem ficar mais atentas à prevenção dos tipos mais prevalentes no Estado. Entre 2009 a 2017, o câncer do colo de útero predominou com 3.542 ocorrências confirmadas, seguido do câncer de mama, com 3.215 casos; estômago (684); tireoide (530); e brônquios e pulmão, com 263.

Para evitar o câncer de útero, há o Papanicolau, exame que deve ser realizado pelas mulheres após o início da atividade sexual e que está disponível no Estado em serviços de referência situados em 13 municípios. Quanto à prevenção do câncer de mama, há a indicação da mamografia, que deve ser feita pelas mulheres a partir dos 40 anos, exame disponível por meio de 68 mamógrafos exclusivos do SUS instalados em 16 municípios polos de referência.

Nos homens, a prevalência no mesmo período tem na liderança o câncer de próstata, com 2.158 casos; seguido por estômago (1.578); brônquio e pulmão (605); e laringe (318).  Para prevenir o câncer de próstata, são indicados o exame de sangue PSA e toque retal para os homens com mais de 50 anos. Importante lembrar que um exame não anula a necessidade do outro. Para o diagnóstico preciso, é necessário somar os resultados de ambos.

No público infanto-juvenil, o levantamento entre 2009 e 2016 revela que a incidência de leucemia lidera, com 533 casos, seguido de gânglios linfáticos (116), rim (92), ossos (82) e encéfalo (77).

A Sespa constatou ainda que o câncer de estômago é o tipo que mais causa mortes no Pará. Entre 2012 e 2017, esse tipo levou a óbito 3.125 pessoas; seguido pelo câncer de pulmão (2.698); próstata (1.915); colo do útero (1.776); e mama (1.560). O diagnóstico precoce ainda é o melhor caminho para evitar os agravos de todos os tipos de câncer e para isso é necessário que exames e consultas sejam realizados constantemente.

Texto: Mozart Lira / Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESPA

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