Polícia

O caso do assassinato da estudante Yasmin foi solucionado pela Polícia Civil de Xinguara

Vitima
Vitima

No dia 22 de março de 2016, por volta de 12:00 horas, a estudante Yasmin França Bueno, de 14 anos de idade, foi encontrada morta dentro de sua casa, deitada em sua cama, seminua, e com sinais de ter sido morta por asfixia, e ainda com dois golpes de faca, um dos golpes no tórax próximo ao peito esquerdo e o outro na altura da costela também do lado esquerdo.

A boca e a narina da vitima estavam cheias de papel higiênico, o que assustou os policiais civis que estiveram no local. Outro fato que chamou a atenção é que o corpo da vitima e o local do crime pareciam ter sido limpo após a Yasmin ter sido morta, inclusive, no local foi apreendido um vidro de álcool que possivelmente tenha sido usado pelo assassino para limpar tudo.

Diante dos fatos a polícia civil de Xinguara, sob o comando do Delegado José Oriimaldo Farias, os investigadores da sua equipe, Denis Lisboa, Edosn Pojo, Amilcar Viana e Marcos Correia, com apoio da equipe do Delegado José Taborda, passaram a investigar os fatos e constataram que diversas conversas de watshapp davam conta de que a vitima YASMIN, as 03:12 horas da manhã do dia do crime, havia postado pedidos de socorro em grupos dizendo que um homem estava invadindo sua casa, mensagem essa escrita e enviada pelo próprio assassino.

Durantes as investigações a polícia descobriu que a vitima possivelmente estaria grávida e que o pai provavelmente seria o acusado Wallison Patrick da Costa Scarparo, daí em diante este passou a ser o principal suspeito de ser o autor do crime.

De imediato o delegado determinou que os policiais diligenciassem e prendessem WALISSON, onde o mesmo fosse encontrado.

Por volta das 15:30h, do dia 23, os policiais localizaram Wallison e o apresentaram ao delegado, a autoridade policial determinou-se de imediato que, o mesmo fosse submetido a exame de corpo de delito, já que apresentava diversos arranhões pelo corpo, o que ficou constatado pelo laudo pericial.

Diante disto não houve como negar, o delegado imediatamente mandou lavrar o flagrante contra WALISSON, pois compreendeu que os arranhões que apresentava foram provocados por Yasmin que se defendia enquanto era estrangulada pelo assassino. Na ocasião de seu depoimento, diante de todas as provas, Wallison não teve outra alternativa a não ser confessar o crime.

Acusado
Acusado

Em seu depoimento Wallison confirmou o que as investigações já tinham desvendado, que não aceitou o fato de Yasmin está grávida e que por essa razão decidiu mata-la. Ao detalhar o crime Wallison declarou que chegou à casa da vitima na noite do crime, foi recebido pela mesma, entrou para o interior da residência e deitou-se na cama com Yasmin. Sem deixar que ela percebesse sua intenção, segundo Wallison, ele colocou as duas mãos no pescoço da vítima e passou a enforca-la. Ao perceber que a Yasmin havia desfalecido e que sangrava pela boca e nariz, decidiu garantir seu intento, colocando papel higiênico na boca e nariz da vitima, para que não mais pudesse respirar se caso acordasse, contudo, decidiu mais uma vez investir contra a vitima, foi até a cozinha, pegou uma faca e esfaqueou a ela por duas vezes.

Com sangue frio o assassino passou a limpar o corpo da vitima com álcool e pedaços de pano, em seguida limpou a cena do crime, dando fim em digitais e outros elementos que pudessem lhe incriminar, contudo, nada disso foi suficiente, já que ao prestar depoimento a esta autoridade policial, não conseguiu esconder os profundos arranhões que a vitima lhe provocou ao tentar se defender enquanto estava sendo assassinada.

Quanto aos pedidos de ajuda supostamente postados pela vitima em grupos de watshapp, Wallison declarou que pegou o celular dela e pessoalmente postou os pedidos de socorro, com o fim de desviar o foco das investigações, tendo, quando de seu depoimento, informado o local onde o celular se encontrava, o qual foi recuperado pela policia.

“O homicídio da menor Yasmin França Bueno causou profunda tristeza na sociedade xinguarense e por isso mesmo diligenciamos com a máxima velocidade a fim de garantir a rápida punição do assassino. Esse é um pedido do novo superintendente regional, delegado Pedro Andrade, que quer atenção total aos casos de homicídio e máximo foco na resolução, para dar sempre a melhor resposta à sociedade”, falou o delegado Orimaldo.

Wallison Patrick, que era tido por Yasmin como seu melhor amigo, encontra-se preso na delegacia de Xinguara a disposição da justiça e foi indiciado por crime de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por não dá chance de defesa à vitima.

Fotos que mostra partes do corpo de Wallison arranhado:

Fonte: POLICIA CIVIL XINGUARA

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