Pais reclamam que Semed de Xinguara não doa apostilas para alunos

Da Redação

Com as aulas em andamento, os alunos do ensino fundamental da rede pública do município de Xinguara, no sudeste do Pará, estudam sem material didático em algumas disciplinas, como é o caso de Estudos Amazônicos, Estudos Ambientais e Educação Física.

Sem esse material, os professores acabam tendo que improvisar na hora de ministrar as aulas.

O conteúdo das apostilas, segundo informação dada ao site roservalramos, foi elaborado pelos professores e disponibilizado nas xerocadoras para onde os pais são orientados a comprar, ao custo de cerca de 40 reais apenas duas, conforme reclama um pai (vídeo).

 

Alguns pais estão reclamando e com isso já reivindicando junto ao secretário municipal de educação, Vilmones Silva, que neste momento, está em plena pré-campanha almejando o cargo de prefeito pelo PSC. Além de não arcar com o material para os alunos, o secretário ainda não se explicou onde está aplicando os R$ 321.000,00 que foi aprovado pelos vereadores no orçamento para este ano.

Diante dessa realidade, há quem diga que a lei não está sendo cumprida, no que diz respeito ao dever do poder público em garantir a educação pública sem nenhum custo aos pais. Diz a lei nº 8.069 no Artigo 54, “é dever assegurar à criança e ao adolescente atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde”.

Outra situação que está sendo discutida é a que poderá reduzir o tempo de aula dos alunos, conforme disse o vereador Cleomar Cristani também do PSC. Segundo ele, a redução de 15 minutos do tempo de aula na rede pública municipal é porque o município não está podendo pagar as horas normais aos professores.

Roberto da Yamaha

O vereador Roberto da Yamaha (PR), Vice-presidente da Câmara Municipal, ao ver o vídeo do pai reclamando por ter que comprar as apostilas, usou seu Facebook para se posicionar sobre o tema e lembrou-se da LOA (Lei Orçamentária Anual), que foi votada pelos vereadores. O parlamentar se expressou da seguinte forma, “olá pessoal, vendo hoje as redes sociais me deparei com esse vídeo de um pai de família indignado, e com toda razão. Nas sessões ordinárias deste mês questionei sobre uma situação parecida, mas que reflete muito bem meu posicionamento sobre essa questão dos gestores não cumprirem com os seus papéis, deixando a responsabilidade e ônus para os cidadãos. Esse caso em questão lembra-me bem que na LOA (Lei Orçamentária Anual) que votamos na Câmara Municipal ano passado ficou definido o valor de R$ 321 mil reais, a serem gastos exatamente com esse tipo de demanda. Nós vereadores aprovamos o orçamento e cabe ao gestor desses recursos fazer chegar até a população, encaminharemos um pedido de esclarecimento, além de pedir o cumprimento do que consta na lei orçamentária”, afirmou o vereador.

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