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Paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil deixa o Sul do Pará em alerta

Protesto dos caminhoneiros é realizado na BR-153, em Colinas do Tocantins (Foto: Ricardo Fernandes/Divulgação)
Protesto dos caminhoneiros é realizado na BR-153, em Colinas do Tocantins
(Foto: Ricardo Fernandes/Divulgação)

Em forma de protesto contra o Governo Federal, caminhoneiros fecharam nessa segunda-feira, 09 de novembro, as principais Rodovias e Estradas do Brasil. segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os atos acontecem em BA, CE, ES, GO, MG, MS, PE, PR, RJ, RN, RS, SC, SP e TO.

Com a noticia de que as principais Rodovias que dão acesso ao Sul do Estado do Pará, o que poderia dificultar a chegada de combustíveis, a população de algumas cidades entraram em pânico e começaram a ir em busca de abastecer os seus veículos. Filas gigantescas se formaram em todos os postos de combustíveis da maioria das cidades paraense. Em Xinguara, Rio Maria, Redenção, Conceição do Araguaia, cidades que tivemos aceso as imagens, o clima chegou a ficar tenso por conta da correria dos condutores de veículos tentando encher os tanques dos carros.

O grupo que participa do movimento foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte. Os manifestantes são autônomos e se declaram independentes de sindicatos. Eles são contra o governo Dilma Rousseff, pedem o aumento do valor do frete, reclamam da alta de impostos e da elevação nos preços de combustíveis, entre várias outras questões.

O movimento não tem adesão total dos caminhoneiros. A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos afirmou, em nota, que não concorda com a mobilização, já que a pauta não tem relação com os problemas específicos da categoria. A União Nacional dos Caminhoneiros também informou que discorda dos bloqueios.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística da CUT (CNTTL) também informou, em nota, que o protesto é uma “manobra” de “grupo que tenta usar os caminhoneiros em prol de interesses políticos, que nada têm a ver com a pauta de reivindicações da categoria”.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda, o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou que o movimento tem como objetivo desgastar o governo politicamente.

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