Polícia

PC cumpre mandados de prisão, busca e apreensão, nos estados do Pará e Maranhão

POLICIA CIVIL DO ESTADO DO PARÁ, DIRETORIA DE POLÍCIA, ESPECIALIZADA – DPE, DIVISÃO DE HOMICÍDIOS – DH

A Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação Tora Bora, na manhã desta quinta-feira (28), nas cidades paraenses de Belém, Marabá, Parauapebas, Afuá, Tucuruí; e nas maranhenses Açailândia e Imperatriz. A PC cumpriu oito mandados de prisão – sete preventivas e uma temporária – e, ainda, 10 mandados de busca e apreensão contra seis envolvidos na morte do empresário, Diogo Sampaio de Souza, em setembro de 2020, no município de Marabá, região sudeste do Pará. Todos expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal do Município de Marabá/Pa.

As investigações apontaram que DIOGO COSTA CARVALHO ofereceu e pagou recompensa para o cabo da polícia militar do Estado do Maranhão LUÍS CLÁUDIO DE ARAÚJO, por intermédio de SHIRLIANO GRACIANO DE OLIVEIRA e EVERTON BASTOS RIBEIRO para ceifar a vida de seu inimigo declarado, DIOGO SAMPAIO DE SOUSA.

A ação é resultado do trabalho investigativo, que teve início há um ano, após o crime. As investigações apontam que os homens presos são envolvidos diretamente na ação criminosa, dentre eles: o mandante, motorista, executor, responsável por monitorar a vítima e intermediadores de toda a logística.

 

“Trabalhamos intensamente assim como sempre fazemos, para identificar e prender todos os envolvidos no homicídio que vitimou o empresário em Marabá. Após investigação minuciosa, conseguimos obter indícios que apontaram a participação e a conduta de cada na Engenharia criminosa deste audacioso crime. Certamente a ação de hoje é uma resposta à sociedade e à família, mostrando claramente que estamos atuando para combater ações criminosas como essa. Essa ação reafirma o nosso compromisso em não permitir que nenhum criminoso fique impune, pois os braços fortes do estado irão alcança-los estejam a onde estiverem”, informou o delegado-geral, Walter Resende.

Segundo a Policia Civil, durante as investigações foi constatado que existia uma discordância e disputas por áreas de mineração entre a vítima e o mandante do crime, uma vez que ambos possuíam empresa mineradora em áreas próximas. As investigações apontaram que o empresário, que já havia sido sócio da vítima, ofereceu e pagou recompensa pelo homicídio contra o também empresário, Diogo. 

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas uma pistola glock calibre ponto 40, espingarda calibre 12, revolver calibre 22, pistola PT100, pistola G2C, além de munições, equipamentos eletrônicos, documentações, bem como uma porção de substância entorpecente semelhante à maconha.

O CRIME

O homicídio ocorreu no dia 20 de setembro de 2020, quando o empresário chegava à casa dos sogros, na avenida Getúlio Vargas, em Marabá. Na ocasião, ele foi atingido por um disparo de arma de fogo, efetuado do interior de um veículo estacionado em frente ao local do crime. De imediato, equipes da Divisão de Homicídios foram acionadas e iniciaram as investigações. 

A Operação foi coordenada pela Diretoria de Polícia Especializada, por meio da Divisão de Homicídios (DH), com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), bem como do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e também da Polícia Civil do Maranhão. Cerca de 100 Policiais Civis participaram da ação. 

Os seis presos, DIOGO COSTA CARVALHO: Responsável por ser o autor intelectual do delito, DIEGO SILVA DOS SANTOS: Policial Militar do Estado do Pará, responsável por monitorar a vítima e repassar as informações para os executores, CARLOS LÁZARO PAIVA JUNIOR: Responsável por conseguir o veículo utilizado no crime, LUÍS CLÁUDIO DE ARAÚJO:  Cabo da Polícia Militar do Estado do Maranhão, responsável por efetuar o disparo de arma de fogo que ceifou a vida da vítima, SHIRLIANO GRACIANO DE OLIVEIRA: responsável por intermediar as negociações entre os executores e o autor intelectual do delito e PABLO ANTONIO ALVES RODRIGUES: responsável pelo aluguel do veículo utilizado no crime portando documento falso, foram conduzidos à capital do estado, onde ficarão à disposição da Justiça, no Pará.

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