Pneumologista alerta população sobre surgimento e prevenção às alergias respiratórias

Com a chegada do inverno amazônico cresce o número de casos de alergias respiratórias típicas dos dias mais frios e chuvosos da região. Os principais sintomas dessas alergias são a tosse, coriza e coceira nos olhos; e a umidade causada pelo tempo chuvoso é um dos fatores que propicia o surgimento desse quadro.

Segundo a especialista de uma das áreas médicas de referência do Hospital Jean Bitar (HJB), a pneumologista Virginia Ohana, uma das doenças alérgicas que costuma se agravar no período do inverno é a asma. A médica informa que a asma acomete cerca de 10% da população brasileira, sendo mais frequente nas crianças. Os principais sintomas são a falta de ar e o chiado no peito. “Como prevenção, orientamos ficar longe de agentes alérgicos e, em casos mais graves, tomar a medicação preventiva, sempre prescrita pelo pneumologista”, aconselha. ­­

Ainda conforme a médica, nesta época do ano também aumentam os quadros infecciosos respiratórios, que se confundem ou se sobrepõem aos alérgicos. Entre os principais estão a gripe, o resfriado e a pneumonia. “A gripe é uma doença muito contagiosa que ataca as vias respiratórias (nariz, garganta e pulmões), e pode complicar com sinusite e pneumonia. Os principais sintomas são febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse. O vírus Influenza é transmitido pelo ar, por meio de gotículas de saliva, alertou a médica.”

Ela orienta que a melhor prevenção contra a gripe é tomar a vacina todos os anos e evitar, nessa época, locais aglomerados.  Prevenir a doença com uma boa alimentação, também é possível. “O resfriado é uma infecção mais leve das vias aéreas superiores – nariz e garganta. Os principais sintomas são coriza, espirros e febre baixa. O tratamento é feito com repouso, líquido e boa alimentação. Se necessário, podem ser administrados analgésicos, antitérmicos e vitaminas, mas sempre com orientações do médico”, ressalta.

Sobre pneumonia, a infecção aguda grave, que atinge os pulmões e tem sintomas como tosse com escarro, dor no tórax, febre, calafrios, suor e a palidez, que podem levar os infectados a hospitalização e ao tratamento com antibióticos, a médica recomenda como prevenção, não fumar e tratar com atenção as doenças respiratórias, evitando assim, que evoluam para tal infecção, além de evitar locais fechados e manter a carteira de vacinação em dia.

O Hospital Jean Bitar oferece assistência de média e alta complexidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Com 70 leitos, o hospital é referência estadual para procedimentos de endoscopia digestiva alta e colonoscopia, cirurgia gastrointestinal e algumas especialidades clínicas, como endocrinologia, reumatologia, geriatria e pneumologia. Para atendimento no hospital é necessário o encaminhamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), após ser marcado pela Central de Regulação do Estado.

Texto: Vera Rojas / Agência Pará

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