Política

Poder que emana do povo sem ser usado em beneficio do povo

Por Antônio Guimarães e Roserval Ramos

A sessão da Câmara Municipal de Xinguara, que aconteceu na última terça-feira 27 de maio, onde foi votado em regime de urgência o projeto de lei 19̸2014 que concede revisão salarial de 4% para os professore da rede pública municipal, tornou-se um divisor de aguas no decorrer dos tramites.

De um lado, observou-se que há uma relação direta de subalternidade estabelecida de legislativo para o executivo. Doutro, os atos antidemocráticos por parte da direção daquela casa de leis. Em primeiro instante ficou evidente que a presidência do legislativo municipal agiu com parcialidade ao permitir o domínio inoportuno dos servidores da administração, designados por conveniência, do prefeito, para ocuparem até mesmo, os lugares que poderiam ser espaços de passagem de quem se encontrava no recinto, ou, ainda, de quem tivesse eventual interesse em contestar o que ali se votava.

Mais ainda, os atos ali transcorridos, por pouco, não deixaram de ser registrados por profissionais da imprensa local. Isso porque em determinado momento, por meio de um emissário da segurança ali posta, reportou-se aos profissionais que subscrevem esta narrativa informando que por ordem do presidente da Câmara não podiam ter acesso ao plenário daquela casa de leis. Acrescentando que tratava-se de ordem de caráter terminativo. Ocasionalmente, uma pessoa ligada à prefeitura municipal, direta ou indiretamente, pois, ainda não foi identificado o tal, imperativamente, disse ao segurança que por se tratar de dois profissionais da imprensa os deixassem entrar.

Da parte de dentro da Câmara, de quase tudo aconteceu, em relação à demonstração do uso da força e das formas de se tentar intimidar. Para se ter ideia, até mesmo quem se encontrava ali, a mando do prefeito, resolveu mandar um vereador da oposição calar a boca e entregar o cargo. As vais também fizeram parte da manifestação dos presentes, sob a batuta de um profissional ligado a produção de mídias da Prefeitura Municipal de Xinguara.

Assim, o que transcorreu na CMX neste dia não pode ser tomado como referencia de ordem para se chegar ao progresso, exceto a existência das forças de situação e oposição e suas falas. Portanto, tais condições podem ser consideradas como evidências do poder, tanto do lado de quem atropela como do lado de quem resiste em nome da representação de fato ao poder que emana do povo e para o povo. Dessa forma, há uma necessidade de se observar as representações postas, onde o poder parece ser pessoal e perpétuo.

 

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