Polícia prende acusados de grilagem e homicídio em Pau D’Arco no Pará

A Polícia Civil deflagrou, na noite de terça-feira, 27, a Operação Gênesis, com objetivo de cumprir mandados judiciais de prisão na região da Fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco no sudeste do Pará. Coordenada pela Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção (Deca), a ação resultou nas prisões de: Walderlei Soares Dutra, o Toquinha, e Weslei Tiago Bonfim Pereira da Cunha. O primeiro é acusado de atuar como grileiro e responde processos por homicídio e tentativa de homicídio. Já Weslei da Cunha responde processos por estelionato, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e esbulho possessório (invasão de propriedade).

As prisões fazem parte da primeira fase da operação que visa combater crimes resultantes de conflitos agrários ocorridos na região da fazenda. Dentre os crimes está o cometimento de homicídios nas modalidades tentada e consumada.

O coordenador da operação e diretor da Deca de Redenção, delegado Antônio Mororó Júnior, explica que a ação policial contou com apoio de policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI de Redenção) e da Superintendência da Polícia Civil do Araguaia Paraense. A fazenda é a mesma onde, no ano passado, dez pessoas foram mortas no caso conhecido como Chacina de Pau D’Arco.

Segundo o delegado Mororó, no último dia 22, a Justiça Criminal de Redenção deferiu três mandados de prisão preventiva de envolvidos nos crimes. As ordens judiciais resultaram de investigações realizadas pela equipe da Deca de Redenção para prender pessoas envolvidas em crimes na região da Fazenda.

Notícia de homicídio na área da Santa Lúcia apressou operação  

O corpo de Célio Alves da Silva, o “Cinturão Verde”, foi encontrado em adiantado estado de decomposição.

Na noite de terça-feira, antes da operação ser deflagrada, o delegado foi comunicado pela Promotoria Agrária de Redenção sobre um possível homicídio que teria ocorrido na Santa Lúcia. Diante disso, a equipe da Deca foi à fazenda e no local constatou a morte por arma de fogo de Célio Alves da Silva, que era conhecido pelo apelido de Cinturão Verde.

Ele era uma das três pessoas que estavam com mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça. Logo em seguida, durante a operação, foram presos Walderlei Dutra e Wesley Cunha, os outros dois homens que tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça de Redenção.

No momento da prisão, Walderlei foi flagrado portando uma arma de fogo sem porte legal e, por esse motivo, ele foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma, na Deca de Redenção.

Em relação à morte de Célio Alves da Silva, o diretor da Deca explica que foi instaurado inquérito policial para apurar a autoria do crime. O corpo foi removido para passar por exame pericial no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves da região. Segundo a perícia, foram encontradas perfurações de projétil de arma de fogo nas costas e na cabeça da vítima.

As investigações mostram que tanto os dois presos quanto à vítima Célio são grileiros e que os crimes ocorridos na região, inclusive mortes, são decorrentes de disputas por terra. As investigações sobre os crimes continuam. Os presos foram conduzidos para Redenção, onde permanecem recolhidos à disposição da Justiça.

(Fonte: Blog do João Carlos e Imagem da Polícia Civil do Pará)

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