Preso fazendeiro que mandou matar missionária Dorothy Stang

Regivaldo Pereira Galvão foi condenado a 30 anos de reclusão em 30 de abril de 2010, como mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang.

A Polícia Civil do Pará prendeu na tarde desta terça-feira (16), na cidade de Altamira, sudoeste paraense, o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão. O homem teve a prisão decretada pela Justiça após ser condenado como mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang. O crime ocorreu em Anapu, em 2005.

Regivaldo foi localizado em sua casa, no bairro Jardim Independente I, área urbana de Altamira. Ele foi conduzido para a sede da Superintendência Regional da Polícia Civil, no município, onde vai permanecer no aguardo de transferência para o Sistema Penitenciário.

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Regivaldo Galvão foi condenado a 30 anos de reclusão em 30 de abril de 2010, como mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang. A condenação foi mantida em segunda instância, e a pena chegou a ser reduzida para 25 anos pelo Superior Tribunal de Justiça, que autorizou a prisão em 2017.

O mandado de prisão foi encaminhado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE) nesta terça e foi cumprido por policiais civis da Superintendência Regional do Xingu, sob o comando do delegado Walison Damasceno e da Delegacia de Conflitos Agrários de Altamira (Deca), por determinação da Diretoria de Polícia do Interior da Polícia Civil (DPI).

Relembre o Caso Dorothy

A missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, conhecida como Irmã Dorothy, foi morta no dia 12 de fevereiro de 2005, nas proximidades no município de Anapu, no interior do Pará. Ela foi atingida por seis tiros. Dorothy vivia há 20 anos na região, atuando no trabalho com camponeses e na luta contra grileiros de terras.

Em dezembro de 2005, a Justiça condenou Rayfran das Neves Sales, o “Fogoió”, e Clodoaldo Carlos Batista, o “Eduardo”, a 27 e 17 anos de prisão, respectivamente, por terem matado a missionária. Amair Feijoli da Cunha, o “Tato”, foi condenado a 27 anos de prisão como intermediário do assassinato, mas teve a pena reduzida por colaborar com o processo.

(Fonte: Polícia Civil do Pará. Imagens: Carlos Silva/Imapress/Dedoc e PC/PA).

Texto: Walrimar Santos/Polícia Civil – PC

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