Preso transferido da Bahia para o Pará pode ter sido o estopim da rebelião sangrenta no Presídio de Redenção

Ontem domingo 12 de maio, o dia para a cidade de Redenção no sudeste do Pará, não começou bem, logo nas primeiras horas do dia das mães, detentos do Centro de Recuperação Regional do Município (presídio), se releram e causou pânico na unidade prisional.

Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (SUSIPE), o confronto entre facções criminosas deixou três mortos e três feridos na manhã de ontem. O dia que seria de alegria para as mães que pretendia visitar seus filhos para comemorar seu dia, mesmo sendo dentro da cadeia, se tornou um dia sangrento de dor e aflição.

Segundo a SUSIPE, a motivação da rebelião teria sido a presença de um preso que foi transferido da Bahia para Redenção, e que, possivelmente o detento seria integrante da facção criminosa conhecida como PCC – Primeiro Comando da Capital, ele estava custodiado em uma cela isolada devido as constantes ameaças que vinha recebendo de outros detentos ligados a facção rival, CV – Comando Vermelho. Ainda segundo a SUSIPE, os outros dois detentos que morreram durante a ação, ainda não havia sido identificados até no final da tarde de ontem, Só que na dessa segunda-feira nossa redação entrou em contato com a Polícia Civil de Redenção que, informou os nomes dos três mortos. Trata-se de Rai de Sousa Viegas, Cícero Gomes Feitosa e Marcos Aurélio Filesk vogo Maxuel, esse seria o suposto pivô de toda confusão.

Cícero Gomes Feitosa é um velho conhecido da Polícia na região sudeste do Pará, foi preso em Xinguara por cometer vários estupros, poste ilegal de arma de fogo, em Canaã dos Carajás foi preso também por estupro e roubo, foi preso em São Félix do Xingu pelos mesmos crimes, . Cícero Gomes Feitosa, hoje com aproximadamente 49 anos, fugiu no dia 5 de dezembro de 2013, durante uma transferência de presos da Delegacia de Polícia Civil de Canaã para o presídio de Marabá. Mais tarde, em 7 de maio de 2014, Cícero foi recapturado em São Félix, após praticar estupros naquela cidade. Agora chega ao fim de uma escura vida coberta pelo crime.

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Nossa redação falou com o Delegado Luiz Antonio, superintendente Regional de Polícia Civil do Araguaia Paraense, que disse, “ainda não temos uma confirmação oficial do que aconteceu, vamos esperar a pericia do local de crime e vamos ouvir as testemunhas para podermos dar uma informação concreta após a conclusão do inquérito policial que está sob a presidência do Delegado Camargo. Enquanto isso são apenas informações a serem apuradas”. afirmou.

A Superintendência informou também que cinco agentes prisionais foram feitos reféns, mas foram liberados após as negociações. Representantes da OAB, Promotoria de Justiça, Juiz da Comarca e a direção da Unidade Prisional participaram das negociações.

Após ter terminado as negociações, agentes prisionais com apoio do GTO – Grupo Tático Operacional da Polícia Militar entraram no bloco da prisão e fizeram uma revista e a recontagem dos presos.

A direção desse site por ética e respeito às famílias dos mortos decidiu por não mostrar as fortes imagens que foram gravadas pelos próprios detentos durante a ação. São imagens muito fortes que, sem nenhum constrangimento roda o mundo através das redes sociais.

Da redação com informações da SUSIPE e PC

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