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Presos de redenção vivem em condição subumana

(Foto: Paulo Carrion/Diário do Pará)
(Foto: Paulo Carrion/Diário do Pará)

Uma comissão da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Redenção realizou uma vistoria no Presídio Regional de Redenção. A inspeção, que foi feita no dia 24 de janeiro, faz parte do serviço nacional que foi realizado em todos os presídios do país a pedido do Conselho Federal da OAB Nacional. O objetivo foi averiguar as condições de funcionamento da unidade.

Segundo os integrantes da comissão da OAB local que foram até o presídio, à inspeção apontou uma série de irregularidades na unidade prisional de Redenção. A mais grave é a superlotação e a situação precária e degradante vivida pelos presos.

As informações obtidas durante a vistoria fazem parte de um relatório que será encaminhado à Seccional da OAB no Pará, com sede em Belém.

De acordo com o documento, a superlotação na penitenciária de Redenção é o principal problema enfrentado na unidade. “Recebemos inúmeras reclamações, onde os detentos denunciam as condições desumanas em que estão vivendo”, disse o advogado Marcelo Mendanha, integrante da comissão.

Durante a vistoria, a comissão da OAB teve acesso a todas as dependências do presídio, e o que de fato chamou atenção em primeiro lugar foi a superlotação, que desencadeia uma séria de outros problemas, como a falta de higiene.

Ainda segundo o relatório, na cela A-9 havia 46 detentos, sendo que a capacidade é de apenas sete. Nesta cela, grande parte dos presos dorme dentro do banheiro, que também é dividido por todos. No total, o presídio de Redenção está com aproximadamente 400 detentos, mas a capacidade é de apenas 120.

O que chamou atenção também é que a maioria dos detentos que estão no presídio de Redenção é de presos provisórios à espera de julgamento. “Há casos de presos que já está há mais de um ano sem sequer ter ido a uma audiência no Fórum local”, explicou o advogado.

Refeições

No presídio, os presos só têm direito a três refeições por dia. O café da manhã é servido às 7h, o almoço às 11h e o jantar às 15h. A maioria dos detentos também reclamou da qualidade da comida.

(Diário do Pará)

 

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