Polícia

Prisão de agressores de menor é decretada pela Justiça de Xinguara

732a5ede-f389-4671-843d-bccac57e0cba Há um mês um pai vivi momentos de angustia após ter o filho de 15 anos de idade brutalmente espancado e torturado por três homens, o garoto foi pego por engano pelos homens que queriam recuperar alguns objetos que haviam sido furtados de uma residência. O sofrimento da família do jovem começou no dia 24 de abril, dia em que o crime aconteceu em Xinguara.

Gilmar Mendonça, pai do adolescente que viveu momentos de terror, por ser bem relacionada na cidade conseguiu com que a imprensa não divulgasse o ocorrido enquanto a prisão dos agressores fosse decretada pela Justiça. Agora que a prisão dos três foi expedida e Romário, Ruberval e Jucilei se tornaram fugitivos, Gilmar pede ajuda para que os agressores do seu filho sejam presos.

Entendam o caso:

2f0f0dda-e1b1-4a81-8b96-bc26148254efO caso aconteceu por volta 19:40hs, do dia 24 de abril, quando dois homens em uma moto abordou o adolescente nas proximidades de sua residência, na Rua das Chácaras no Setor Chácara e posteriormente o colou em um carro preto que estava esperando estacionado no pátio de um posto de combustível da cidade.

Nossa reportagem falou com o pai do garoto no dia seguinte quando registrava o boletim de ocorrência na delegacia de polícia civil de Xinguara. Transtornado Gilmar contou como tudo aconteceu, “por volta das 21:00hs, recebi uma ligação da minha ex-mulher com a qual tenho dois filhos, na ligação ela desesperada pedia que eu fosse até a UPA, pois nosso filho mais velho estava muito machucado, ao chegar naquela unidade me deparei como meu filho com o rosto irreconhecível, após ele ser liberado pelo médico fomos para a casa de sua mãe, onde passei a pergunta-lo o que havia acontecido, ele só falava que tinha sido um assalto, mas a historio que ele contava não batia com a situação, até que após muita insistência ele contou a verdade”, disse Gilmar.

“Segundo ele os dois homens da moto colocou uma arma em suas costas e fez com que ele subisse na garupa da motocicleta, depois o colou em um carro onde estava o terceiro elemento e começaram a rodar pela cidade, ele disse que os homens batiam nele o tempo todo e perguntava, cadê as coisas da minha irmã que você roubou, cadê a televisão da minha irmã e ele sem poder levantar a cabeça só respondia, moço eu não sou ladrão não vocês estão enganados olha o meu celular que vocês vão ver que não sou a pessoa que vocês pensam que sou”, relatou o pai o garoto.

Em um determinado momento um dos elementos resolveu olha o celular do menino, quando viu que se tratava da pessoa errada disse aos outros, cara pegamos o menino errado esse aqui é o filho do Gilmar e da Dorilene. Ao perceber o engano os homens levaram o adolescente e deixaram próximo de sua casa, mas antes de liberar o garoto os homens ameaçaram dizendo, se você contar que pegamos você enganado a gente vai matar seu pai, sua mãe e seu irmão, você vai dizer que foi um assalto e para simular o tal assalto eles levaram o celular do menino, por isso que o garoto demorou a contar a verdade ao seu pai.

Gilmar Mendonça procurou a delegacia de Polícia Civil, onde encontrava-se de plantão o delegado José Orimaldo Farias, o pai em lágrimas relatou o ocorrido com seu filho. Após ouvir tudo o delegado determinou aos seus investigadores que iniciasse uma investigação, de posse das informações os investigadores começou a buscar pessoas para serem ouvidas sobre o caso, um dos agressores chegou a ser ouvido, mas como não havia provas foi liberado através de sua advogada.

No final do dia outro suspeito foi detido, Ruberval que já tinha passagem pela polícia ao ser interrogado assumiu ter participado do espancamento do garoto, mas ele disse que não estava sozinho e contou ao delegado quem era os outros dois que estava com ele, Ruberval apontou Romário e Juciley como sendo seus comparsas, ele disse também que foi convidado por Romário para participar da ação criminosa.

Quando Ruberval chegou detido na delegacia, Romário que tinha sido ouvido mais cedo tinha retornado a pedido do delegado para responder mais algumas perguntas sobre o caso, só que ao ver seu comparsa chegar com os policiais tratou de ir embora, disfarçadamente ele simplesmente desapareceu da delegacia.

Segundo o delegado os agressores podem responder por vários crimes, por exemplo: sequestro, cárcere privado, tortura e roubo “Como os agressores não estavam mais em situação de flagrante não tinha como mate-los presos, eu comuniquei o fato ao Juiz, fiz o pedido da prisão preventiva dos três agressores do menor, disse o delegado Orimaldo.

Por Roserval Ramos

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