Greve

Professores continuam em greve de fome em Xinguara e ultrapassam 50 horas sem comer

Como vem sendo noticiado nos meio de comunicação os professores da rede municipal de ensino de Xinguara, deliberam uma greve que já dura mais de 50 dias, os profissionais em educação fazem varias reivindicações como já é de conhecimento de todos.

Já foram vários os protestos por parte da classe, inclusive o fechamento da Rodovia Federal 155. Como as negociações entre o SINTEP, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará e Governo Municipal não teve avanço, na última segunda-feira 02 de junho a classe dos professores e trabalhadores em educação resolveu deliberar uma greve de fome.

Seis dos oito professores que estão sem comer a mais de 50 horas
Seis dos oito professores que estão sem comer a mais de 50 horas

Oito educadores se propuseram a ficar sem comer até que as reivindicações sejam atendidas, e estão acampados em frente o prédio do Ministério Público de Xinguara, os grevistas já ultrapassaram 50 horas sem comer, tomando apenas água, chá sem açúcar e água de coco. A intenção dos grevistas é chamar a atenção das autoridades maior do estado, eles querem a presença da Corregedoria do Ministério Público e do Ministério Público Federal do Trabalho, os professores esperam que esses órgãos consiga retomar a negociações com o Governo Municipal e que suas reivindicações sejam garantidas.

Está em Xinguara William Silva, coordenador geral do SINTEPP do Estado do Pará, que veio apoiar o movimento grevista, ontem William conversou com uma equipe de reportagem do jornal SBT Xinguara e falou sobre a atitude dos trabalhadores em educação. O coordenador disse que, a greve em geral tem uma pauta de reivindicações que já foi encaminhada parra a prefeitura, inclusive o MP tem conhecimento.

Grevista recebendo atendimento médico
Grevista recebendo atendimento médico

A greve de fome foi iniciada por conta das desastrosas Recomendações feitas pelo promotor de justiça, que atrapalhou as negociações com a prefeitura, inclusive a pauta já foi enxugada para viabilizar o dialogo, o coordenador reafirmou em sua entrevista que a intervenção do MP, ao invés de ajudar só atrapalhou as negociações, a ponto de oito companheiros e companheiras tomar essa medida estrema de iniciara uma greve de fome. William disse que as movimentações estão sendo feitas em Belém, mas acredita que a decisão tem que ser tomadas, por isso fazemos um apelo ao Juiz que tome uma providencia o mais rápido possível, porque entre os trabalhadores tem hipertensos, lactantes.

10433947_10202085641288921_83200966651080146_nQuando perguntado pela repórter do SBT sobre a opinião do MP, de que a greve é abusiva, William disse que não é verdade porque não a nem uma decisão da Justiça dando que a greve é abusiva, agora abusiva são as Recomendações que ele fez a prefeitura, de descontar 50% do salário do pessoal do magistério o salário integral dos trabalhadores do apoio, isso sim é abusivo.

Durante a entrevista William aproveitou para fazer uma denuncia, segundo ele o Governo seguindo uma das recomendações do Promotor, contratou substitutos para dar aula, entre os contratados tem policiais, porteiro, merendeiro, estudante de ensino médio lecionando para estudante do 9º ano do ensino fundamental e até escrivão. Isto que é um abuso, um afronto aos nossos direitos, a greve de fome só vai acabar quando as negociações com a prefeitura for retomadas. Afirmou o coordenador geral do SINTEPP do Pará.

O jornal do SBT Xinguara ouviu também o Promotor de Justiça Dr. Renato Bellini, mas suas declarações não agradaram os grevistas. Bellini disse que a Recomendação foi feita, por concluírem que a greve no momento era inoportuna e abusiva, a Promotoria entendeu que os grevistas violaram a lei de greve, uma vez que não estão representados pela totalidade da categoria. Segundo o Promotor que alguns professores foram até ele para pedir providencia contra o esforço de greve, alegando que não conseguiram votar na Assembleia que decidiu essa paralisação, então isso violou a lei de greve, por isso concedêramos essa greve abusiva, para proteger os alunos mandamos a Recomendação ao prefeito.

Ao mesmo tempo em que o Promotor diz que a greve é abusiva, ele diz que é bom observar que a uma ação Judicial do município contra o sindicato e quem vai decidir mesmo, quem da à última palavra sobre a legalidade da greve é a Justiça. Só que essa ação esta pendente de julgamento no Tribunal de Justiça, houve incidentes processuais e até agora não foi decidido, por isso o MP adotou essa posição, para que os alunos não sejam prejudicados mais ainda, é uma posição difícil, mas concedêramos acertada. É bom salientar que através dessa Recomendação o município acatou alguns itens e conseguiu continuar com a prestação do serviço educacional, é uma pena que eu tenha visto aqui na frente do Ministério Público um punhado de alunos que dever ter sido trazido irresponsavelmente por esses professores, e eu gostaria de pedir a esses professores que estão aqui, que eles reavaliem isso porque eles não podem inserir os alunos nessa política nessa luta deles, peçam que esses alunos retornem as salas de aulas, e sejam professores. Palavras do Promotor de Justiça de Xinguara Dr. Renato Bellini.

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