Projeto Biizu volta à Semana dos Povos Indígenas pelo quarto ano

Uma grande caminhada, realizada nesta quarta-feira, 19, encerrou a programação da Semana dos Povos Indígenas, iniciada no sábado, 15, em São Félix do Xingu. Durante os cinco dias da programação, o município recebeu mais de 20 aldeias e 4 mil índios, que movimentaram a economia da cidade, localizada a mais de mil quilômetros de distância da capital paraense. São Félix possui uma área superior a 84,2 mil km², sendo que 75% do território são formados por terras indígenas. FOTO: THIAGO GOMES / AG. PARÁ DATA: 19.04.2017 BELÉM - PARÁ

Na próxima semana, no período de 15 a 19 de abril, o Projeto Biizu estará em mais uma edição da Semana dos Povos Indígenas. A boa repercussão dos anos anteriores leva novamente o Projeto para o município de São Félix do Xingu, quando pretende atender indígenas das diversas etnias presentes, além dos próprios moradores locais, com as oficinas de fotografia, audiovisual e texto jornalístico.

Trabalhando com o tema “O empoderamento do mulher indígena”, cada oficina foi pensada para ser ministrada por profissionais mulheres com experiência em comunidades e áreas indígenas.

A estudante baiana Simone Braga, 28 anos, mora em São Félix do Xingu há um ano. Ela tem um projeto que pretende criar uma embarcação biblioteca para visitar as aldeias do Rio Xingu e seus afluentes e, ao mesmo tempo, fazer um registro fotográfico da riqueza da cultura indígena das aldeias.
FOTO: THIAGO GOMES/AG. PARÁ
SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

A oficina de texto jornalístico será ministrada por Dominik Giusti. Jornalista com 10 anos de experiência em produção de conteúdo, assessoria de imprensa e reportagem, ela é Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM-UFPA), com a dissertação: “Estratégias Transmídia no Ativismo Indígena”, uma pesquisa sobre o conceito de convergência cultural, transmídia e cultura participativa no ativismo e no jornalismo, a partir do engajamento de públicos. História de lutas e mobilizações dos Tembé-Tenetehara, da Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG), no nordeste do Pará, e parceria com as empresas Rainforest Connection e Google (projeto “Eu sou Amazônia”).

Para a oficina de audiovisual, foi convida a fotógrafa Úrsula Bahia, que além da fotografia possui experiência em cinema como produtora, still, atriz, assistente de direção e diretora de fotografia. Com pós-graduação em Comunicação e Artes pela Faculdade SENAC São Paulo e pós-graduação em Jornalismo e Práticas Contemporâneas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte–UNI-BH, Úrsula trabalhou no curta-metragem “O Garoto e a Pipa”, nos documentários em curta-metragem “232” e “Aldeia Kaipó Xikrin” e no curta-metragem “Zuleika”.

Já a oficina de Fotografia será ministra por Desirée Giusti, que é Mestre em Artes pelo programa de Programa de Pós-graduação em Artes (PPGARTES) da Universidade Federal do Pará, onde desenvolveu pesquisa sobre Fotografia e Memória, representações e reminiscências nos Álbuns de Família. A fotógrafa também é doutoranda em Sociologia, do Institut National Supérieur de Formation et de Recherche Pour l’éducation des Jeunes Handicapés et les Enseignements Adaptés, da Université Paris X – Nanterre Ouest La Défense, tendo como objeto de estudo o processo criativo do fotógrafo cego Evgen Bavcar. No ano passado ministrou oficinas de foto pelo Projeto Biizu na Universidade Federal do Pará; no Publicom – Parauapebas e na cidade de Santa Izabel do Pará durante os Jogos Estudantis Paraense – JEPs.

As três oficina ocorrem no período de 15 a 19 de abril, das 8h às 12h, na Escola Missão. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente no local, ou ainda pelo telefone: (94) 98148-9193.

Fonte: Secom/Texto: Por Dani Franco

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