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Protesto a favor da mineradora Vale, marca segunda-feira(9), em Ourilândia do Norte

A população e entidades de classe de Ourilândia do Norte, sudeste paraense fizeram nesta segunda-feira (9), um protesto no quilômetro 23 da PA-279, causando um longo engarrafamento.

Projeto Onça Puma

O motivo do protesto que deixou mais uma vez a estrada interditada, por quase 6 horas, é a possibilidade de fechamento da Mineração Onça Puma, empresa de exploração e beneficiamento de níquel na cidade. A mineradora Vale retomou o trabalho nesta segunda-feira (9), devido uma liminar do desembargador João Batista Moreira, do Tribunal Federal da 1ª Região (TRF1), que anulou uma determinação da Justiça Federal expedida, no último dia 5 de outubro, que impedia a operação do Projeto Onça Puma no município.

Apesar das atividades terem sido retomadas com a liminar, a classe empresarial e política de Ourilândia e municípios vizinhos mantiveram a manifestação para chamar a atenção das autoridades.

Prefeito Romildo Veloso.

Em entrevista o prefeito de Ourilândia, Romildo Veloso (PSD), lamentou as decisões contrarias da justiça ao Projeto Onça Puma. Ele afirma que, um possível encerramento das atividades da mineradora no município causaria um impacto irreversível a economia da região. Segundo ele, a metade da economia de Ourilândia gira em torno da Vale.

Veloso afirmou ainda que é inverossímil a situação de impacto aos indígenas apresentada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) na justiça, o mesmo ressaltou está junto aos empresários buscando a parceria de deputados e senadores da bancada paraense, assim como o apoio do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB).

O prefeito disse também que estudos contrários aos realizados pela Funai estão sendo elaborados e serão apresentados à justiça. “Estamos catalogando, mostrando a verdade dos fatos, a sociedade está mobilizada para defender o projeto Onça Puma” completou.

A polêmica em torno das atividades da Mineração Onça Puma se dá por causa de denúncias de entidades ligadas às comunidades indígenas vizinhas ao projeto, segundo as quais a mineradora estaria causando sérios prejuízos ambientais, inclusive de contaminação do Rio Caeteté, com impacto direto na saúde dos índios Xikrin e Kayapo. A Vale nega essas acusações.

Fonte: Conexão Pará

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