Rio Maria: Polícia Civil envia reforços para investigar morte de Carlos Cabral

Já estão em Rio Maria policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação de Redenção (NAI), da Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção (Deca), da Superintendência Regional do Alto Xingu e da Delegacia de Xinguara. Eles foram deslocados ao município para dar suporte às investigações sobre a execução do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, Carlos Cabral Pereira, 58 anos.

Ele foi assassinado na tarde de ontem, 11, conforme noticiado por este site, com base nas primeiras informações chegadas à Redação. De acordo com o que foi apurado pela Polícia Civil, Carlos Cabral Pereira pilotava uma moto pela Avenida Oeste, no Bairro Planalto, por volta das 16h20, quando dois homens, em outra motocicleta, emparelharam com ele e o da garupa atirou três vezes contra o homem.

Carlos ainda chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal, onde morreu u ao dar entrada. O delegado Carlos César Silva determinou que o corpo do sindicalista fosse removido ao IML de Marabá para passar por necropsia.

Cabral, que foi presidente várias vezes do STR, teve a vida marcada por ameaças e tentativas de homicídio. Ele foi, inclusive, casado com uma filha do sindicalista João Canuto, assassinado em 1985, também em Rio Maria.

Ainda na década de 1980, quando do assassinato dos irmãos José e Paulo Canuto, Carlos Cabral também correu risco de morte, mas conseguiu escapar. Atualmente, estava novamente recebendo ameaças de morte, por conta de sua atuação em área de invasão na região conhecida como Paredão.

Triste fama: Rio Maria é tratada como “terra da morte anunciada”

Em 18 de dezembro de 1985, o trabalhador rural e militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) João Canuto, foi assassinado com 12 tiros. Dois fazendeiros da região foram julgados e condenados pelo homicídio: Adilson Carvalho Laranjeira, prefeito de Rio Maria na época, e Vantuir Gonçalves.

Quase seis anos depois, em fevereiro de 1991, o sucessor de João Canuto na presidência do STR, Expedito Ribeiro de Souza, também foi assassinado. O mandante foi o fazendeiro Jerônimo Alves do Amorim, condenado a 19 anos de prisão.

Todos os homicídios aconteceram na cidade de Rio Maria, que passou a ser informalmente tratada como “a terra da morte anunciada”. (Com informações da Polícia Civil do Pará e do site Brasil de Fato)

Fonte: Blog do João Carlos

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