Polícia

Sindpol questiona escalas de plantões de policiais

destaque-280125-sindpolOs policiais civis do Pará estão revoltados com o ocorrido com o investigador José Haroldo Pereira, que foi baleado dentro da delegacia de Portel, no Marajó, na segunda-feira (31). “Quantos policiais terão que morrer, para o governo do Estado tomar uma providência? Essa é uma pergunta que todos queremos saber. Achamos um absurdo a falta de respeito com a categoria”, diz o diretor jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Estado do Pará (Sindpol).

Farah questiona ainda a maneira como as escalas de trabalho são realizadas nas delegacias. Ele diz que, assim como no caso de José Haroldo Pereira, na maioria das vezes apenas um policial fica de plantão nas delegacias, “onde passam dias seguidos, sem descanso”. Ele cita ainda o desvio de funções, a falta de estrutura e o trabalho integrado entre Polícias Civil e Militar.

“Já deixamos muito claro que não compactuamos com essa ideia de ter apenas um policial na delegacia. Imagina o que é ter apenas um profissional e que está de plantão seguido há sete dias? Ninguém é robô para aguentar isso. O policial que está nessa escala tem que ter a hora de descanso. Mas como isso, se a noite ele fica só? É nesse momento de fragilidade que as coisas acontecem”, diz Pablo, que se refere à escala em que os policiais trabalham por sete dias seguidos e folgam por outros sete.

Revoltado, ele ainda diz que o estado de saúde do investigador José Pereira piorou pela demora no atendimento. “Como ele estava só na delegacia, ele foi baleado e ficou lá por horas até ser socorrido. Se tivesse outro profissional com ele, no mínimo, ele teria sido logo levado para o hospital”.

Ele reclama também do tratamento que é dado para casos de violência sofridos por policiais. “Imagina se fosse um preso que tivesse sido baleado dentro da delegacia. Vários órgãos já teriam aparecido para criticar, mas como foi um policial, ninguém faz nada. Não queremos que esse caso sirva apenas para aumentar a estatística. Precisamos de ações concretas para solucionar o problema”.

Segundo o Sindpol, apenas este ano seis policiais militares foram vítimas de crimes. Fora os que sofreram atentados, como o é o caso do investigador José Pereira.

Esses e outros problemas enfrentados pela categoria foram expostos em entrevista coletiva dada por integrantes do Sindpol à imprensa, na tarde desta terça-feira (1º).

(DOL) 

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