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Trabalhadores rurais ligados ao MST fazem manifestação pelas ruas de Belém

Grupo ocupou o auditório da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Pesca nesta segunda, 17. Protesto foi realizado para relembrar 21 anos do massacre de Eldorado dos Carajás.

Cerca de 300 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra fizeram uma manifestação em Belém na manhã desta segunda (17), para reivindicar direitos para o movimento e relembrar os 21 anos do confronto em Eldorado dos Carajás, que resultou na morte de 19 sem-terras pela Polícia Militar, em uma área conhecida como a “Curva do S”.

Os manifestantes se concentraram em frente ao mercado de São Brás, próximo ao local onde estão acampados desde o último domingo (16), e em seguida saíram em caminhada pela avenida Almirante Barroso, um dos principais corredores de tráfego da capital paraense. As três faixas da avenida, no sentido Centro-Ananindeua foram ocupadas, deixando o trânsito lento.

Depois da caminhada, o grupo parou em frente ao prédio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e de Pesca, onde pediu melhorias nos assentamentos. Eles ocuparam o auditório da Secretaria e formaram uma comissão que espera ser recebida por representantes do órgão ainda nesta segunda.

Segundo a coordenação do MST no Pará, outro ato público será realizado às 17h no mercado de São Brás, o mesmo horário em que aconteceu o massacre na chamada ‘Curva do S’, há mais de duas décadas.

Massacre

O confronto entre integrantes do MST e policiais ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, quando 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local. Além de bombas de gás lacrimogêneo, os policiais atiraram contra os manifestantes. Dezenove camponeses foram mortos.

Dos 155 policiais que participaram da ação, Mário Pantoja e José Maria de Oliveira, comandantes da operação, foram condenados a penas que superaram os 150 anos de prisão. José Maria de Oliveira permanece custodiado no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves. Já Mário Colares Pantoja está em recolhimento domiciliar para tratamento de saúde. Já os demais policiais militares que foram a julgamento foram absolvidos dos crimes.

G1/PA

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