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Futebol de Xinguara em decadência

O futebol de Xinguara, que já foi considerado vitrine do futebol amador do Estado do Pará, caiu no esquecimento nos últimos anos.

Toninho da Borracharia e Marcio do CFC
Toninho da Borracharia e Marcio do CFC

Na história do futebol xinguarense, vários jogadores puderam viver a experiência de passarem por times profissionais brasileiros. Clubes tradicionais como Atlético Goianiense, Anapolina, Rio Verde, Canadense, São José – SP, Noroeste, Ferroviária, são algumas das agremiações que já abriram as portas para atletas de Xinguara.

Mas recentemente, como tradição na formação de atletas, dois jovens de Xinguara, Wallyson Rocha, que está nas categorias de base do Flamengo e Paulo Henrique, na Ponte Preta, estão se destacando, respectivamente, nas equipes do Rio e de São Paulo. Entretanto, praticamente sem incentivo, o futebol xinguarense se encontra praticamente parado, mesmo depois de já ter sido representado na Europa por jogador treinado em escolinha de futebol da cidade.

Há anos o futebol xinguarense sofre uma queda livre. Os campeonatos municipais da primeira divisão e segunda divisão vêm perdendo o brilho a cada edição.

Desde 2007, em nível de Estado, a seleção de Xinguara não consegue um titulo. Em 2014, os campeonatos realizados pela Liga Esportiva Municipal foram tido como vexatórios. Em 2015, foi à gota d’água. Seria um ano de eleição para escolha da diretoria que comandaria a Liga Municipal, contudo, a atual diretoria, não se sabe por qual motivo, não obedeceu ao estatuto, nem o regimento interno da entidade, que determina prazos para o lançamento do edital para a eleição. Sem a devida regularização da entidade, nenhuma competição esportiva pode ser realizada, impossibilitando, também, a participação da seleção xinguarense de futebol na Copa Sul Pará de seleções.

Já no segundo trimestre, o campeonato xinguarense de futebol que, em outros tempos já estaria em curso, até agora, nem ainda começou. Sem qualquer movimentação, por parte dos dirigentes do futebol xinguarense, os desportistas apenas esperam, sem nada poder fazer, pois, os poderes e responsabilidades para realização de campeonatos é LEMX, restando apenas a expectativa dos clubes em torno da solução do problema.

A última eleição da Liga, em 2013, que teve Ângelo Máximo – Marcio do CFC, eleito como presidente e José Antônio da Silva Lora – Toninho da Borracharia, vice, cujo mandato, nos termos do estatuto, tem duração de dois anos. Desde que assumiram, Marcio e Toninho tiveram uma gestão conturbada. Marcio, mesmo antes de terminar o campeonato da primeira divisão, primeira competição em sua gestão, já tinha decidido entregar o cargo, alegando que, o que havia sido planejado com o poder executivo municipal, não estaria sendo cumprido.

Na época, Marcio foi claro ao dizer que não iria continuar a frente da Liga tendo que usar de seu próprio dinheiro para custear as competições. Com sua renúncia, a entidade passou a ser dirigida por seu vice, Toninho da Borracharia.

Na condição de presidente em exercício, Toninho não conseguiu reverter à situação que já vinha em declínio, o que veio a se confirmar com falta de estrutura na realização dos campeonatos da 1ª e 2ª divisões, bem com, a participação da seleção xinguarense de futebol que nem ao menos passou da primeira fase da maior competição do sul do Estado, a Copa Extremo Sul Pará, em 2013.

Diferentemente do ano seguinte, 2014, que, com todo empenho da equipe técnica, comandada pelo experiente treinador Reginaldo Martins, conseguiu chegar as quartas de finais da competição.

Sem conseguir realizar o pleito eleitoral, para escolha da nova direção da LEMX, Toninho ainda não sinalizou quais os encaminhamentos a serem tomados.

Com a pretensões de concorrer à presidência da LEMX, o desportista Zezinho do Despachante se diz decepcionado com tal situação. Para ele, o futebol de Xinguara não pode cair no descaso. “Sabemos das dificuldades, porem, não podemos esquecer da história que temos no futebol da nossa região, quando nossa seleção nos proporcionou grandes alegrias num passado recente”, expressou. Zezinho explicou também que, diante do pleito que deveria ter acontecido, para a escolha dos dirigentes da Liga, chegou a ter uma chapa para disputar a eleição, porem, depois de aguardar por cerca de dois meses pela expedição do edital, resolveu recuar em razão de não haver condições de tempo para poder desenvolver um trabalho visando o resgate e a credibilidade do futebol xinguarense e reestruturação da seleção.

“Não seriamos irresponsáveis em assumir um compromisso com a Liga e, consequentemente, não podermos realizar um trabalho decente, com o devido planejamento que desejávamos, e condições, pois, os meses se passaram e não teríamos possibilidade de executarmos aquilo que gostaríamos em beneficio do futebol xinguarense”, finalizou.

(Por: Roserval Ramos e Antonio Guimarães)

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