Prefeito de Xinguara dificulta acesso de vereadores a documentos que coloca sob suspeita mal uso do dinheiro público

Por Roserval Ramos

DSC_0008 [1600x1200]A prestação de contas do prefeito de Xinguara, Osvaldinho Assunção, PSDB, ainda está mantida debaixo da proteção de sua assessoria.

A reclamação de não terem acesso às notas é feita pelos vereadores de oposição que, depois de tanto solicitar às notas que comprovem o empenho de pagamentos, tiveram como resposta o direito de poderem averiguar a papelada no departamento de planejamento da PMX.

As contas a serem analisadas, segundo os vereadores Cicero Almeida – o Cição do PSB, Luiz da Saúde, do PC do B e Claudio Marques do PT, são referentes aos dois primeiros anos de mandato da atual gestão.

Depois de observarem indícios de malversação do dinheiro público, os vereadores estão fazendo uma varredura nas contas recebidas, onde verificaram a ausência de notas que justifiquem alguns pagamentos realizados.

“Não há de nossa parte qualquer intenção de cometer injustiças, apenas nos encontramos na incumbência de fazer nosso trabalho, exigindo transparência onde se tenha a devida aplicação do dinheiro público, somos considerados oposição, mas não é bem assim, estamos apenas defendendo o interesse da população, para o qual fomos eleitos e, podem ter certeza de que até o dia 30 de agosto, vamos estar com todas as notas em mãos, já temos caminhos para conseguir sem precisar da prefeitura”. Disse Cição.

Na seção de quarta-feira, 05 de agosto, o prefeito designou o assessor técnico Everton Andrade, para tentar realizar a defesa com as contrarrazões referentes as cobranças dos vereadores.

Na tribuna da Câmara, Everton disse que, a documentação comprobatória referente ao que foi requerido pelos vereadores, encontra-se à disposição na assessoria técnica na prefeitura e que, dessa forma, cabe aos vereadores irem até lá para tomarem conhecimento do que querem apurar.

“Não temos estrutura para fornecer os documentos impressos e, assim, podem ir lá para verificar, pois, não temos sequer uma copiadora para tirar cópias de tudo o que foi requerido”, justificou o assessor.

Com as suspeitas de excesso de pagamento a duas empresas que prestam serviços na saúde, o assessor justificou ainda que, o empenho ao ser feito, pode ter o parcelamento do pagamento, o que se justifica os diversos valores.

Ao usar a tribuna, o vereador Cláudio Marques, do PT, discordou do assessor Everton, “Não somos obrigados a sair da Câmara para ir a departamentos da prefeitura para analisar documentos, por Lei temos que receber qualquer documento aqui na casa Leis, para que assim, nós, vereadores, tenhamos tempo para analisar com tranquilidade”. Disse Marques.

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