Educação

Seminário de Educação no Campo promove debate na UINFESSPA

Nesta manhã de quarta-feira (7), começa o Seminário “Estado, Sociedade, Movimentos Sociais e Questão Agrária na Amazônia: Capitalismo Contemporâneo e os Desafios para a Universidade”, realizado no auditório do Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), em Marabá.

0-0-0-01-educacao-campoPromovido pela Faculdade de Educação do Campo, o seminário marca a iniciação dos calouros do Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo 2015. Entraram 120 alunos, todos camponeses por processo seletivo especial. O Curso começou em 2009, está formando a segunda turma e tem como foco intervir na questão agrária de modo a qualificar os professores da escola do campo, a partir de uma perspectiva de educação que leva em conta suas histórias e experiências a partir da alternância pedagógica e da pesquisa como princípio educativo.

O evento começa às 9h da manhã, com o debate sobre contradições e conflitos no capitalismo contemporâneo e os desafios para a universidade na Amazônia, com a professora Maria Orlanda Pinassi, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp. Na parte da tarde o debate será sobre as lutas sociais e diversidade do campesinato amazônico, com o professor Evandro Medeiros (UNIFESSPA), o poeta Charles Trocate (coordenação nacional do MST) e o pesquisador Emmanuel Wamberg, o “Mano” (da Copserviços).

Nessa quinta-feira (8), pela manhã, a partir das 9h, com os professores Fernando Micvhelotti e Bruno Malheiros (ambos da UNIFESSPA) e o sociólogo Raimundo Gomes Neto (do Cepasp), o tema em debate será a mercantilização da natureza e as lutas sociais no sudeste do Pará, com o questionamento sobre que universidade está sendo construída.

À tarde, haverá sessão de cinema, seguida também de um debate.

Na sexta-feira (9), encerramento do seminário, o debate será sobre as experiências de formação em contexto de conflitos: o saber e o fazer da Educação do Campo. Na parte da tarde haverá debate sobre práticas contra-hegemônicas na formação de educadores e o trabalho de campo como experiência educativa, apresentado pelos estudantes da turma de 2011.

Às 18h haverá o lançamento de livros sobre a experiência do curso em Educação do Campo e de experiências agroecológicas. Segundo o professor Bruno Malheiro, as publicações são resultado da reflexão do corpo docente do curso a partir da experiência de um processo formativo diferenciado, que é interdisciplinar e vai de encontro a muitos paradigmas estabelecidos nas universidades brasileiras.

“Primeiro por ser voltado a populações historicamente esquecidas e desprezadas pela universidade, segundo por ter uma dinâmica pedagógica problematizadora da realidade regional e não cristalizada e terceiro por problematizar o próprio sentido da universidade brasileira”, explica Malheiro. (Fonte: MARABÁNOTÍCIAS.COM)

 

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