Advogada de Xinguara relata fato de suposto atentado contra sua vida

Érika Pimentel bastante preocupada durante a coletiva

01Como de rotina, a advogada Érika Pimentel, de Xinguara, Pará, há cerca de quinze dias trabalhava normalmente em seu escritório quando um homem lá chegou e se apresentou como quem interessado em contratar os serviços advocatícios para uma causa referente a um inventário, alegava o suposto cliente.

Relata a advogada que, inicialmente, parecia uma causa perfeita, da qual muitos profissionais teriam interesse em pegar. Contudo, em determinado momento após a consulta previa, Érika percebeu que o homem já não mais apresentava interesse nos seus serviços jurídicos, mas relatava outros assuntos diferentes do que havia iniciado. “Comecei a desconfiar quando partimos para a procuração, ele pediu para aguardar um pouco, pois seus documentos estavam em sua caminhonete e que um amigo iria trazer”. Diante da demora, a cada instante “seu comportamento aparentava evidências de quem estava nervoso e de quem não estava em meu escritório para me contratar”, disse a advogada em coletiva de imprensa na tarde de segunda-feira 26.

02No escritório, o homem teria permanecido por cerca de duas horas. “Como me sentir insegura, diante da forma em que o homem se comportava, pedi licença, momento em que me retirei da sala e liguei para um amigo meu”.

Com a chegada do amigo, Érica teria sido informada de quem se tratava mediante as informações que lhes foram repassando e que apontavam para alguém com precedentes e históricos questionáveis. “Senti-me ameaçada pelo comportamento do indivíduo e mais ainda pelas informações das quais tomei conhecimento pela pessoa que o reconheceu”, afirmou Érika.

A advogada registrou boletim de ocorrência repassando informações à autoridade policial sobre um caso em que atua o que, segundo ela, dá margem para tanta suspeita de que haja alguma relação com a visita indesejada em seu escritório.

À imprensa, Érica disse que já comunicou tal episódio ao presidente da OAB Xinguara, Cícero Sales. “Quero exercer meu trabalho sem temor de que alguém queira atentar contra minha vida, pois procuro atuar dentro da lei”, desabafou.

As investigações para apurar os fatos estão sendo presidido pelo delegado José Orimaldo que já tem conhecimento de quem seria o homem que foi ao escritório da advogada.

A advogada tem recebido apoio de colegas profissionais e agora acredita que o trabalho policial elucidará os fatos. (Texto: Antonio Guimarães).

Há oito meses o conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, publicou uma matéria homenageando os advogados assassinados no Pará, esperamos que a advogada Érika Pimentel não seja mais uma nessa estatística. Confira o link, http://oab.jusbrasil.com.br/noticias/164582365/advogados-assassinados-no-para-sao-homenageados-na-sessao-plenaria

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